Depois da Alemanha, França anuncia bloqueio nacional para conter covid-19

Foto: Serviço Audiovisual da União Europeia (UE).

São Paulo – A França se juntou à Alemanha e anunciou medidas de bloqueio mais duras para tentar conter a segunda onda de casos de covid-19 que está se espalhando pela Europa em um ritmo mais acelerado do que especialistas e autoridades de governo esperavam.

Em um pronunciamento televisionado, o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou um lockdown nacional, que deve valer a partir de sexta-feira, mas que permitirá que escolas e indústrias permaneçam abertas.

Sob as novas regras, no entanto, as pessoas terão que ficar em suas casas, exceto para comprar bens essenciais, buscar atendimento médico ou fazer exercícios por uma hora. O governo dará permissão para trabalho caso o empregador considerar impossível o home office.

“O vírus está circulando na França a uma velocidade que mesmo as previsões mais pessimistas não previam. Ao contrário da primeira onda, todas as regiões agora estão no limite de alerta”, afirmou ele.

“Minha responsabilidade é proteger todos os franceses. Apesar das polêmicas, apesar da dificuldade das decisões a serem tomadas. Eu assumo totalmente essa responsabilidade”, acrescentou.

Mais cedo, o governo da chanceler alemã, Angela Merkel, anunciou medidas de bloqueio parciais, que começaram em novembro e terão validade de um mês. A ordem de Merkel manterá bares, restaurantes, cinemas e academias fechados, mas permitirá o funcionamento de escolas.

CASOS SUBINDO

O número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus no mundo superou 44,0 milhões, segundo dados compilados pela Universidade Johns Hopkins, e agora soma 44.081.789. As mortes globais por covid-19 totalizam 1.168.693.

Nos Estados Unidos, país que possui o maior número de contaminações e de mortes no mundo, as infecções somam 8.779.993. O país reportou 73.240 novos casos da doença em 24 horas, acima dos 66.817 registrados um dia antes. As mortes por covid-19 totalizam 226.733.

Depois dos Estados Unidos, a Índia tem o maior número de infecções provocadas pelo novo coronavírus, com 7.990.322 casos e 120.010 óbitos. O Brasil, que aparece em terceiro lugar em número de casos de covid-19, tem 5.439.641 infectados. As mortes no país totalizam 157.946.

Na Europa, a França tem o maior número de casos, com 1.244.242 infecções e 35.582 mortes, seguida pela Espanha, com 1.244.242 casos e 35.582 óbitos pela doença, e Reino Unido, com 920.667 infecções e 45.455 mortes por covid-19.

A França emergiu como o epicentro da segunda onda de casos na Europa, pressionando o governo a considerar restrições mais severas, como um novo bloqueio nacional. No início deste mês, as autoridades francesas ordenaram um toque de recolher noturno na região de Paris e em nove outras cidades.

A Espanha, por sua vez, declarou no domingo estado nacional de emergência por ao menos 15 dias e impôs toque de recolher noturno, além de restrições de viagens entre algumas regiões do país. As autoridades regionais são responsáveis pelas restrições em seus territórios

O sistema de contagem da Johns Hopkins compila informações da Organização Mundial da Saúde, do Centro de Controle de Doenças norte-americano e do Centro de Controle e Prevenção de Doenças europeu, além de relatos da mídia, departamentos locais de saúde e comunicados online de médicos e outros profissionais da saúde.

Texto atualizado às 16h40