Ações do Magazine Luiza sobem mais de 6% após balanço forte

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Fachada de Loja do Magine Luiza

São Paulo – As ações do Magazine Luiza estão entre as maiores altas do Ibovespa e são as mais negociadas da B3 após a varejista apresentar resultados financeiros melhores do que o previsto por analistas no segundo trimestre, apesar de sentir os impactos da pandemia do novo coronavírus. Mesmo com os papéis já mostrando um desempenho positivo recentemente, bancos como o Credit Suisse, BTG Pactual e Bradesco BBI veem um bom momento para a companhia, que pode se consolidar como uma das líderes no comércio eletrônico.

Às 12h50 (horário de Brasília), as ações do Magazine Luiza (MGLU3) tinham alta de 6,82%, a R$ 87,30. O volume negociado era de R$ 1,527 bilhão.

Para os analistas do Credit Suisse, a companhia apresentou números fortes principalmente considerando os desafios impostos pela pandemia, o que leva a uma reação positiva do mercado hoje. A visão positiva dos analistas sobre a varejista ainda é sustentada pela percepção de que a penetração do e-commerce no Brasil permanece abaixo de todo o potencial e tem um longo caminho a percorrer, além de destacarem que a empresa pode se beneficiar de aquisições por ter um caixa forte e iniciativas novas, que podem trazer mais valor.

“Dado os fundamentos muito positivos, ‘valuation’ deve ficar como um um fator secundário e o momento favorável para companhia provavelmente vai ditar a performance do papel nos próximos meses”, disseram, em relatório.

Os analistas do BTG Pactual também veem, no geral, que os impactos negativos da pandemia foram menores do que esperado, principalmente, devido ao crescimento da operação online, que ofuscou parcialmente o fechamento das lojas físicas e a desalavancagem operacional.

“A performance recente do papel (alta de 71% no ano) limita o ‘upside’ no curto prazo, mas seguimos com a visão otimista dado o momentum de GMV [gross merchandise volume], além dos pilares estruturais (tráfego, sortimento e nível de serviço) que fazem a empresa uma das vencedoras no e-commerce brasileiro”, reiteraram.

Por fim, os analistas do Bradesco BBI viram resultados impressionantes e de qualidade, destacando que veem o segundo trimestre como uma chave para o crescimento dos próximos seis meses.

“O crescimento total do GMV de 49% na comparação anual mostra que o desempenho do comércio eletrônico tem sido muito mais do que apenas uma simples mudança das vendas das lojas para o comércio eletrônico”, afirmaram, em relatório. Eles ainda reforçaram que o número mostra que o Magazine Luiza teve um trimestre maior que concorrentes como Mercadolibre (R$ 4,2 bilhões), Via Varejo (R$ 3,7 bilhões) e B2W (R$ 2,8 bilhões). “Achamos que isso vai reforçar a percepção entre os investidores de que a Magazine será uma das vencedoras de longo prazo no comércio eletrônico”, completaram.