Ações da Cielo caem mais de 5% após balanço fraco no 3T19

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Por Danielle Fonseca e Wilian Miron

São Paulo – As ações da Cielo caem mais de 5% e mostram a maior queda do Ibovespa após a companhia divulgar um balanço trimestral fraco na avaliação de analistas. Para o presidente da Cielo, Paulo Caffarelli, porém, a volatilidade dos papéis já era esperada e prevê uma melhora à frente. Às 12h24 (horário de Brasília), os papéis (SANB11) recuavam 5,16%, para R$ 7,53.

Divulgação: Logo da Cielo

Segundo os analistas da XP Investimentos, o lucro líquido da companhia veio 20% abaixo das estimativas do mercado, o que deve levar a reações negativas. “Acreditamos que mesmo se a Cielo continuar a aumentar sua participação de mercado, é improvável que os lucros voltem no curto ou médio prazo”, disseram os analistas, em relatório.

A percepção é que os principais concorrentes da empresa, Stone e
PagSeguro, seguem crescendo em market share e lucro. “Sendo assim, reiteramos nossa cautela em relação ao papel e enxergamos risco de queda nas nossas estimativas”, completaram.

Já os analistas do BTG Pactual apesar de também reconheceram dados fracos e continuarem cautelosos sobre os papéis, afirmam que os resultados foram melhores do que o do segundo trimestre.

“Enquanto permanecemos estruturalmente cautelosos sobre o caso, por muitas razões (o que inclui ter dois bancos como controladores), nosso viés sobre a ação se tornou um pouco mais positivo ou, pelo menos, menos negativo do que o reportado nos resultados divulgados no final de julho”, disseram. Para ele, os diretores da Cielo estão fazendo um bom trabalho e tentando ganhar tempo na esperança de uma solução aparecer.

Apesar de avaliações ainda negativas sobre o balanço, o presidente da
companhia disse, em teleconferência com analistas que a variação dos papéis é natural. “Essa volatilidade do papel está no preço, está no jogo. Não
podemos digerir a Cielo com base na volatilidade do mercado, mas na nossa
capacidade de digerir o que nos propusemos a mostrar”, afirmou.

Segundo o executivo, a disputa no setor continua, mas seu ápice já
ocorreu. “Agora as coisas começam a se adequar. Acredito que a Cielo esteja
preparada para ser competitiva para os desafios do dia a dia”, disse.