Privatização da Eletrobras deve ocorrer no primeiro trimestre de 2022

Foto Divulgação/ Eletrobras

São Paulo – O Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI) aprovou, nesta terça-feira, o modelo de privatização da Eletrobras. Segundo a secretária-executiva do Ministério de Minas e Energia, Marisete Pereira, a privatização da estatal deve ocorrer no primeiro trimestre de 2022.

“Todas as etapas planejadas estão sendo cumpridas rigorosamente. Demos mais um grande passo com a conclusão da modelagem do projeto, que agora será encaminhada ao Tribunal de Contas da União. Por isso, estamos confiantes em fazer a oferta ao mercado no primeiro trimestre de 2022”, disse.

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, informou que o governo trabalha com uma oferta primária de R$ 23,2 bilhões, equivalente ao valor de outorga das ações da estatal. Montezano disse, no entanto, que esse valor está sujeito a mudanças futuras.

O valor da oferta secundária, segundo Montezano, será o que leve a participação da União ao capital votante total de 45%. “O banco estudou isso por meses e concluímos que essas métricas são as que agregam mais valor para a União e para a Eletrobras”, afirmou.

A privatização da Eletrobras, segundo Montezano, traz uma inovação que é a democratização do capital. “A maior parte das privatizações é feita em leilões privados com compradores estratégicos que compram a empresa como um todo ou uma parte relevante. Aqui será uma operação de mercado de capitais. Ou seja, pessoas físicas podem participar”, afirmou.

As ações da estatal serão ofertadas a empregados e aposentados da Eletrobras, a trabalhadores que tenham recursos no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), limitados a R$ 6 bilhões, e ao varejo.

Luiza Damé / Agência CMA

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