Reforma administrativa é para futuros servidores, diz Barros

O porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros
O porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, fala à imprensa. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Por Gustavo Nicoletta

São Paulo – A reforma administrativa em estudo pelo governo é voltada aos que ingressarem futuramente no serviço público, não aos funcionários atuais do governo, afirmou o porta-voz da Presidência, Rêgo Barros.

“O presidente [Jair Bolsonaro] não cogita os atuais funcionários públicos de terem a sua situação legal modificada”, disse ele durante entrevista coletiva concedida ontem. Ele acrescentou que o fim da estabilidade para funcionários públicos “está sob análise da nossas equipes e, a partir dessa análise, o presidente tomará a decisão, óbvio, em consórcio com o Congresso que, ao fim e ao cabo, deve tomar a decisão final.”

Ontem, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já havia dito que a reforma administrativa, que deve eliminar a estabilidade e dificultar a progressão salarial dos funcionários do governo, é para quem ainda vai começar a carreira de servidor, não para quem já está trabalhando nestes postos.

“Ninguém está querendo olhar para trás, não. Não queremos este embate com o passado”, disse ele em um podcast publicado em sua conta no Twitter, acrescentando que o objetivo do projeto é reorganizar a estrutura administrativa e a estrutura salarial “para o futuro”. “Acho que é o caminho correto. Não se gera atrito e se avança”, afirmou.

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