Ministro do Turismo seguirá no cargo

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O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, durante posse do presidente da Embratur, Gilson Machado Neto. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Por Gustavo Nicoletta

São Paulo – O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, vai continuar no cargo mesmo depois de ter sido denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) de envolvimento com um esquema de desvio de recursos públicos que deveriam ser aplicados em candidaturas femininas do PSL no estado, afirmou o porta-voz da presidência, Rêgo Barros.

“Não há da parte do presidente, nesse momento, qualquer indício ou qualquer formulação de ideia no sentido de substituir o ministro. O ministro se mantém no cargo e detém a confiança do presidente Jair Bolsonaro”, disse ele ontem durante uma entrevista coletiva.

Segundo a denúncia do MP-MG, Antônio cometeu os crimes de falsidade ideológica, apropriação indébita eleitoral e associação criminosa.

De acordo com a Lei Eleitoral, pelo menos 30% do corpo de candidatos deve ser composto por mulheres. A Lei também faz a previsão da isonomia entre os candidatos no recebimento dos recursos. Nessa lógica, por conseguinte, 30% dos recursos do fundo partidário também teria de ser direcionado a essas candidaturas femininas.

A denúncia diz que algumas pessoas, incluindo o deputado da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Professor Irineu, e o ministro do Turismo, eleito como deputado federal, receberam propostas para que se candidatassem e ao final da campanha promovessem um pagamento de despesas para outros candidatos como uma forma de dissimular o repasse dos recursos do fundo eleitoral e beneficiar outras candidaturas.

Com a distribuição prévia de recursos do partido, o custeio por terceiros aumentaria os recursos disponíveis para gastos na campanha de outros candidatos, dentre os quais se incluem os dois denunciados os candidatos eleitos.