Moody’s espera que economias do G-20 encolham 4,6% este ano

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São Paulo – As economias do G-20 (grupo que reúne economias mais industrializadas e países emergentes) devem encolher 4,6% este ano sob efeito da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, segundo projeções da agência de classificação de risco Moody’s, que espera uma recuperação em 2021, com expansão de 5,3%. Em 2019, os países do G-20 cresceram 2,6%.

“Com exceção da China, esperamos que a atividade em todas as economias do G-20 caia este ano”, afirma a Moody’s em relatório. A expectativa é de que a economia chinesa cresça 1,9% este ano, após expansão de 6,1% em 2019, e avance 7,0% em 2021.

Para as economias avançadas do G-20, a estimativa é de retração de 6,5% em 2020, depois de um crescimento de 1,7% em 2019, enquanto a atividade econômica em países emergentes irá contrair em 1,4%, após avanço de 4,3% no ano passado.

“Mesmo depois de crescer 4,9% em 2021, estimamos que o nível do PIB real nas economias avançadas ficará 1,0% abaixo do nível pré-pandemia do quarto trimestre de 2019 no quarto trimestre de 2021”, diz a Moody’s em nota.

Excluindo a China, as economias emergentes do G-20 se contrairão em 5,6% em 2020, levando a atividade econômica do quarto trimestre 6,1% abaixo do nível do quarto trimestre de 2019. “Mesmo após o crescimento projetado de 4,5% em 2021, o nível de produção mal alcançará o nível pré-pandemia para esses países”, acrescenta.

A projeção para o Brasil é de retração de 6,2% este ano e expansão de 3,6% no ano que vem, segundo a Moody’s. Em 2019, a economia brasileira cresceu 1,1%.

Para os Estados Unidos, a expectativa é de que o Produto Interno Bruto (PIB) caia 5,7% este ano e suba 4,5% em 2021, depois de uma expansão de 2,3% em 2019. No caso da zona do euro, a retração deste ano será maior, de 9,0%, seguida de recuperação de 6,3%. Em 2019, a zona do euro cresceu 1,2%.