MERCADO AGORA: Veja um sumário dos negócios até o momento

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Foto: Svilen Milev / freeimages.com

São Paulo – Após abrir o pregão em alta, o Ibovespa passou a cair acompanhando a fraqueza das Bolsas norte-americanas e refletindo a cautela local em relação à questão fiscal, em meio a especulações sobre o pacote de medidas que será anunciado pelo Ministério da Economia.

O pacote seria divulgado hoje, mas foi adiado. No entanto, governo faz neste momento uma cerimônia para apresentar o programa Casa Verde Amarela, uma reformulação do Minha Casa, Minha Vida.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava queda de 0,26%, aos 102.024,83 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 11,1 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em outubro de 2020 apresentava avanço de 0,25%, aos 102.180 pontos.

“Seguem os receios de piora fiscal em razão dos impasses que teriam levado ao adiamento do anúncio de pacote de medidas previsto para hoje. A preocupação maior está nas discussões do auxílio emergencial, há risco de vir um valor maior do que o que cabe no orçamento para 2021”, afirmou o analista da Terra Investimentos, Régis Chinchila.

Já no exterior, após maior ânimo com a volta de conversas entre autoridades chinesas e norte-americanas sobre o acordo comercial, as Bolsas norte-americanas passaram a operar com maior fraqueza, com a maioria em queda. Segundo Chinchila, o índice de confiança do consumidor é um dos motivos para a mudança, ao vir bem baixo do previsto pelo mercado, caindo para 84,8 pontos em agosto.

Entre as ações, papéis de peso como os de bancos passaram a cair, caso do Itaú Unibanco. Já entre as maiores perdas do Ibovespa estão ações de mineradoras e siderúrgicas, como a Vale e CSN, que refletem a desvalorização dos preços do minério de ferro hoje. Ao lado da Vale, estão os papéis da Braskem e da Gol.

Após abrir em leve queda ante o real, o dólar passou a subir e mostra volatilidade em meio a sinais mistos da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior e com investidores ainda mostrando cautela com a situação fiscal no Brasil. Há dúvidas sobre como será o pacote de medidas do Ministério da Economia, que seria anunciado hoje, mas foi adiado.

Às 13h30, o dólar comercial registrava alta de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,6030 na venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em setembro de 2020 apresentava ligeiro recuo de 0,19%, cotado a R$ 5,602.

“O comunicado de que os EUA e China voltaram a negociar o acordo comercial se reflete positivamente na abertura do mercado acionário global nesta manhã. Ontem o governo postergou o anúncio de megapacote de medidas sociais econômicas, denominado ‘Big Bang Day’, mas alguns pontos geraram divergência dentro do governo e optou-se por postergar a divulgação. Mas está confirmado para hoje o lançamento do Casa Verde-Amarela, que é esperado como sendo uma reformulação do Minha Casa, Minha Vida”, explicou Pedro Galdi, analista da Mirae Asset.

As taxas dos contratos de juros futuros (DIs) seguem em alta, mantendo o ritmo de colação de prêmios visto logo na abertura do pregão. Os investidores mostram-se preocupados em relação ao risco fiscal, após o adiamento do pacote econômico do governo Bolsonaro, ao mesmo tempo em que digerem os números da prévia da inflação oficial ao consumidor (IPCA-15) e as chances de novos cortes na Selic.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2022 tinha taxa de 2,79%, de 2,74% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 3,97%, de 3,88% após o ajuste ontem; o DI para janeiro de 2025 estava em 5,82%, de 5,71%; e o DI para janeiro de 2027 tinha taxa de 6,85%, de 6,73%, na mesma comparação.