MERCADO AGORA: Veja um sumário dos negócios até o momento

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Foto: Wagner Magni / freeimages.com

São Paulo – O Ibovespa opera em alta nesta manhã em linha com o movimento das Bolsas no exterior, com investidores se mantendo otimistas à espera do início da temporada de balanços nos Estados Unidos esta semana, apesar do contínuo aumento de casos de coronavírus em várias regiões. As ações da Vale e de siderúrgicas também mostram forte alta com os preços do minério de ferro, embora outros papéis de peso, como os de bancos e os da Petrobras limitem os ganhos do índice.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 0,60%, aos 100.632,32 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 13,2 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em agosto de 2020 apresentava avanço de 0,79%, aos 100.740 pontos.

“Com alguns ativos em seu nível mais alto desde fevereiro, essa semana vai ser importante, já que a temporada de balanços nos Estados Unidos deve mostrar se o mercado está precificando demais ou de menos”, disse o estrategista da Genial Investimentos, Filipe Villegas, em live. No Brasil, o Ibovespa, por exemplo, voltou a superar os 100 mil pontos na semana passada, o que não ocorria desde o início de março.

Além da temporada de balanços norte-americana, que começará com bancos como o JP Morgan e Citigroup amanhã, Villegas lembra que a semana ainda contará com diversos indicadores na China, como produção industrial e Produto Interno Bruto (PIB), além da decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco do Japão (BoJ).

Em relação à pandemia, o número de casos de covid-19 passou de 12,9 milhões no mundo, com 569.679 mortes, de acordo com a Universidade Johns Hopkins. Nos Estados Unidos houve alta recorde 59 mil casos em um dia, devido ao avanço em estados como a Flórida, que no entanto, permitiu a abertura de alguns parques da Disney em Orlando. A India também mostrou avanço diário recorde e já aparece em terceiro lugar em número de casos, atrás do Brasil e dos Estados Unidos.

Entre as ações, os papéis da Vale e de siderúrgicas, como CSN e Gerdau mostram as maiores altas do Ibovespa depois que o contrato mais negociado do minério de ferro na Bolsa chinesa de Dalian subiu 3,50%, a US$ 116,85 a tonelada. Ainda entre as maiores altas estão as ações do IRB Brasil.

Na contramão, os papéis da Petrobras mostram fraqueza em dia de queda dos preços do petróleo, assim como os papéis de bancos, caso do Itaú Unibanco, embora ações como a do Banco do Brasil tentem se firmar em alta.

O dólar comercial tem alta firme frente ao real em sessão de negócios mistos no exterior com investidores à espera de uma agenda robusta de dados de atividade ao longo da semana nas principais regiões econômicas, além de atentos à relação entre Estados Unidos e China e aos números do novo coronavírus no país norte-americano.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava alta de 0,60%, sendo negociado a R$ 5,3550 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em agosto de 2020 apresentava avanço de 0,60%, cotado a R$ 5,361.

Para o consultor de câmbio da corretora Advanced, Alessandro Faganello, investidores se mantém entre o otimismo de uma recuperação econômica mais rápida, a implementação de medidas de apoio às economias em dificuldade e a expectativa de um tratamento para a covid-19.

“Enquanto observam o aumento no número de infecções que podem levar à bloqueios parciais e limitar a velocidade da atividade em diversos lugares levando a um crescimento desigual”, avalia.

Ele ressalta que a volatilidade deverá continuar fazendo parte dos negócios ao longo da semana, que trará vários dados de atividade na China, nos Estados Unidos e na zona do euro, entre eles, o Produto Interno Bruto (PIB) chinês no segundo trimestre. “Uma série de indicadores que podem dar orientações aos mercados sobre o cenário atual”, diz.

As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) com vencimentos mais curtos operam próximas da estabilidade na manhã de hoje, com ligeiro viés de queda. Já os vencimentos mais longos operam com um recuo um pouco maior, refletindo o otimismo dos investidores com a retomada da economia e também com uma após de corte na Selci.

Às 13h30 (horário de Brasília), o DI para janeiro de 2021 tinha taxa de 2,055%, de 2,065% após o ajuste da última sexta-feira; o DI para janeiro de 2022 estava em 3,00%, de 3,02% frente ao ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 4,06%, de 4,08%; o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 5,51%, de 5,56% na mesma comparação.