MERCADO AGORA: Veja um sumário dos negócios até o momento

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São Paulo – A Bolsa segue em terreno negativo pressionada pelas instituições financeiras e com investidores cautelosos em relação às reuniões da próxima semana do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), que decidem as taxas de juros do Brasil e dos Estados Unidos, respectivamente.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa operava em queda de 0,98%, aos 128.794,10 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 9,9 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em junho de 2021 apresentava recuo de 1,01%, aos 128.815 pontos.

O analista José Costa Gonçalves, da Codepe Corretora, afirma que o Ibovespa está em baixa puxado pelos bancos. “Qualquer venda maior derruba a Bolsa devido à baixa liquidez”.

O analista da Codepe Corretora comenta que “os investidores apostam em um aumento de 0,75 ponto porcentual na taxa de juros aqui, mas seguem com cautela devido aos dados de inflação [IPCA subiu 0,83% em maio, ante 0,31% em abril] maior que o esperado divulgados esta semana”.

O estrategista Filipe Villegas, da Genial Investimentos, ressalta que a inflação ainda é preocupação dos investidores, no entanto “existe uma janela de oportunidades para ativos de países emergentes, só não podemos jogar contra”.

O estrategista afirma que esse espaço que se abre deve permanecer até agosto quando se dá um evento nos Estados Unidos, onde economistas e membros do Fed fazem discursos. “A partir desse evento o Fed deve retirar os estímulos”. Enquanto isso, reforça que se investidor estiver confiante em um crescimento econômico existem boas oportunidades no mercado de ações.

No setor corporativo, estrategista da Genial afirma que o destaque é para a Arezzo &Co que comprou a BAW Clothing, marca digital nativa. ” A empresa está bastante forte em aquisições e diversificando seu portfólio de produtos”. O valor no negócio é de R$ 105 milhões.

O dólar comercial acelerou os ganhos frente ao real, renovando máximas sequenciais acima de R$ 5,13, em linha com o exterior, em sessão negativa para as moedas de países emergentes em meio ao fortalecimento da divisa norte-americana acompanhando a alta dos rendimentos das taxas futuras dos títulos do governo norte-americano, as treasuries. O mercado ajusta os investimentos à espera da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) na semana que vem.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava alta de 1,24%, cotado a R$ 5,1290 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em julho de 2021 apresentava avanço de 1,44%, cotado a R$ 5,138.

“Nós acompanhamos a forte valorização do dólar lá fora, refletindo o avanço das treasuries na sessão”, comenta o diretor de câmbio de uma corretora nacional. Apesar dos rendimentos operarem nos menores níveis desde março, as treasuries sobem, com o vencimento de 10 anos (T-Note) em alta ao redor de 1,47%.

Depois de uma semana de comportamento lateral da moeda aqui e lá fora e com a agenda de indicadores econômicos cheia, o pregão é esvaziado de números e notícias, como destaca a economista-chefe da Consulenza Investimentos, Helena Veronese. Com isso, investidores posicionam os investimentos à espera do Fed, principal evento da próxima semana.

Aqui, tem a decisão do Copom, no qual o mercado espera mais uma alta de 0,75 ponto percentual (pp) da taxa Selic, a terceira nessa magnitude, indo a 4,25% ao ano.

O estrategista-chefe da Levante, Rafael Bevilacqua, lembra que o Banco Central “deixou claro” no comunicado e na ata da reunião de maio que deverá “contratar” mais uma elevação de 0,75 pp. “No entanto, o que realmente interessa ao mercado é o que o Comitê vai fazer no segundo semestre”, pondera.

As taxas dos contratos de juros futuros (DIs) operam em alta acompanhando o avanço do dólar em relação ao real. Os investidores também reagem ao resultado melhor que o esperado da receita do setor de serviços em abril, o que já começa a provocar uma série de revisões de estimativas em relação ao produto interno bruto (PIB), à inflação e ao ponto de parada da atual rodada de alívio monetário pelo Banco Central (BC).

Por volta das 13h30, o DI para janeiro de 2022 tinha taxa de 5,285%, de 5,305% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 6,950%, de 6,955%; o DI para janeiro de 2025 ia a 8,01%, de 7,96% antes; e o DI para janeiro de 2027 tinha taxa de 8,51%, de 7,44%, na mesma comparação.