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São Paulo – O Ibovespa dispara a queda para mais de 2% acompanhando o movimento negativo de Nova York e reagindo à inflação nos Estados Unidos.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa operava em ligeira queda de 2,02%, aos 120.470,64 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 18,8 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em junho de 2021 apresentava recuo de 1,81%, aos 120.735 pontos.

Para o analista da Terra Investimentos, Régis Chinchila, o Ibovespa segue em queda acompanhando o mercado externo e comenta que “fica no radar posicionamento do Fed [Federal Reserve, banco central norte-americano] com a política monetária, que pode ser pressionada um pouco mais cedo que o esperado”, avalia.

O índice de preços ao consumidor (CPI, sigla em inglês) nos Estados Unidos subiu 0,8% em abril em comparação com março, enquanto os analistas previam alta de 0,2%. O acumulado em 12 meses registrou ganho de 4,2% e o mercado estimava avanço de 3,2% em base anual.

Na avaliação de Felipe Sichel, estrategista-chefe do banco Modalmais, “a surpresa no índice é inegável, no entanto, sustentamos que os próximos meses apresentarão forte volatilidade nos dados por conta do processo de reabertura do comércio”.

Ele enfatiza que para a decisão do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) o desemprego deveria prevalecer para definir a política monetária, a não ser que a inflação acima de 2% seja mantida por longo período.

Para Filipe Villegas, estrategista de ações da Genial Investimentos, “os dados de inflação ditam o rumo dos mercados na sessão de hoje”, afirma.

O destaque no Ibovespa fica para os papéis da BR Distribuidora (BRDT3), que aponta alta de mais de 8% atribuído ao balanço positivo, ganho de mais de 100,3% melhor que igual período do ano passado.

Os investidores acompanham o depoimento do ex-secretário de comunicação do governo Jair Bolsonaro, Fabio Wajngarten, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid-19.

O dólar comercial voltou a apresentar viés de alta na sessão, após operar em queda por alguns minutos. A alta ainda é amparada por dados de inflação nos Estados Unidos, com a aceleração do indicador acima do previsto pelos analistas, o que poderia colocar em teste o risco de uma antecipação do aperto monetário no país.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava alta de 0,68%, cotado a R$ 5,2600 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em junho de 2021 apresentava avanço de 0,75%, cotado a R$ 5,268.

Nos EUA, o Indice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,8% em abril ante março, acumulando alta de 4,2% em 12 meses. Analistas previam altas de 0,2% na variação mensal e 3,6% em 12 meses.

Na avaliação da Correparti, o resultado pode colocar em teste o risco de uma antecipação do aperto monetário nos EUA.

Para André Perfeito, economista-chefe da Necton Corretora, a alta da inflação causa preocupação especial no que se refere a um possível impacto sobre os juros de longo prazo nos EUA, principalmente os contratos com vencimento em dez anos. “Se isto ocorrer, podemos ter uma nova rodada de desvalorização do real”, adverte ele.

As taxas dos contratos de juros futuros (DIs) operam perto das máximas da sessão diante da repercussão negativa da aceleração da inflação ao consumidor nos Estados Unidos em um ritmo ainda mais acentuado do que o esperado por analistas.

Por volta das 12h50, o DI para janeiro de 2022 tinha taxa de 4,875%, de 4,80% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 6,69%, de 6,535%; o DI para janeiro de 2025 ia a 8,23%, de 8,07% antes; e o DI para janeiro de 2027 tinha taxa de 8,83%, de 8,68%, na mesma comparação.