MERCADO AGORA: Veja um sumário dos negócios até o momento

São Paulo – O Ibovespa chegou a zerar e no momento opera com ligeira alta. O avanço dos papéis das principais instituições financeiras do País contribui para atenuar o recuo do índice após a decisão de ontem do Comitê de Política Monetária (Copom) de subir a taxa básica de Juros (Selic) em 0,75 ponto porcentual, para 2,75% ao ano.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa operava em alta de 0,02%, aos 116.575,82 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 14,8 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em abril de 2021 apresentava avanço de 0,02%, aos 116.625 pontos.

Há pouco, as ações do Banco do Brasil (BBAS3) subiam 1,14%; Bradesco (BBDC3 e BBDC4) avançava 2,63% e 2,77% respectivamente e Itaú (ITUB4) ganhava 2,28%.

O dólar comercial voltou a acelerar as perdas frente ao real, mas segue acima de R$ 5,50 seguindo o exterior negativo para as moedas de países emergentes em meio ao avanço do rendimento das taxas de juros futuros dos títulos do governo dos Estados Unidos, as treasuries, com o vencimento de 10 anos operando a 1,74%. Esse fator limita as perdas da moeda estrangeira ante o real com investidores locais precificando a alta acima do esperado da taxa básica de juros (Selic), ontem.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 0,73%, cotado a R$ 5,5450 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em março de 2021 apresentava recuo de 0,69%, cotado a R$ 5,548.

O economista da Nova Futura Investimentos, Matheus Jacomeli, reforça que a expectativa era de uma queda mais intensa do dólar ante a moeda local após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). “Acaba que o dólar tá mais forte do que se esperava aqui e no mundo refletindo a alta das treasuries. O capital dos investidores está indo para esses títulos de longo prazo nos Estados Unidos”, comenta.

Sobre a decisão do Copom, ele reforça que o Banco Central (BC) está “preocupado” com a pressão inflacionária no país e com a questão fiscal. “As preocupações fiscais também seguem fazendo preço no dólar já que refletem o receio do mercado com o avanço da covid-19 no país e com a possibilidade de algumas capitais anunciarem medidas ainda mais restritivas para conter o avanço da doença”, destaca. Ontem, mais uma vez, o Brasil renovou o recorde de mortes em 24 horas em decorrência da covid-19, chegando a 3.149 óbitos.

Já sobre a alta das treasuries, ele acrescenta que se deve à postura acomodatícia no qual o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) insiste. Porém, ontem, o comunicado da decisão de política monetária e as falas do presidente da instituição, Jerome Powell, sinalizaram que, mesmo diante da possibilidade de alta da inflação no país já indicada pelo avanço do rendimento dos títulos de dívida do governo de lá, os juros devem seguir em patamares baixos até 2023, além do Fed ter revisado para cima as expectativa quanto ao crescimento econômico do país neste ano, com elevação da projeção para o Produto Interno Bruto (PIB), de 4,2% para 6,5% e redução da taxa de desemprego.

As taxas dos contratos de juros futuros (DIs) operam em alta robusta desde a abertura da sessão de hoje depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) ter elevado sua taxa básica de juro, a Selic, em 75 pontos-base, a 2,75% ao ano na reunião encerrada ontem à noite.

Por volta das 13h30, o DI para janeiro de 2022 tinha taxa de 4,615%, de 4,250% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 6,240%, de 5,945%; o DI para janeiro de 2025 ia a 7,49%, de 7,39% ontem; e o DI para janeiro de 2027 tinha taxa de 7,94%, de 7,88%, na mesma comparação.