MERCADO AGORA: Veja um sumário dos negócios até o momento

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Foto: Krzysztof Baranski/ freeimages.com

São Paulo – O Ibovespa passou a operar em queda no fim da manhã de hoje em um aparente movimento de realização de lucros diante do baixo volume de negócios e da cautela que antecede a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava queda de 0,32%, aos 113.426,69 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 13,2 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em dezembro de 2020 apresentava recuo de 0,31%, aos 113.400 pontos.

O principal índice do mercado brasileiro de ações abriu andando de lado pela terceira sessão seguida, em um aparente sinal de que a esticada esperada para o fim do ano foi antecipada em novembro, comentou Paulo Marques, operador de renda variável do Banco Daycoval.

“O volume está muito mais baixo em relação às semanas anteriores e pode ser que a esticada esperada para o fim do ano já tenha chegado ao limite”, disse ele.

Volátil, o dólar comercial voltou a cair frente ao real, mas opera acima do nível de R$ 5,10, influenciado por movimento local e pelo exterior, onde a moeda estrangeira perde valor para moedas pares com investidores atentos aos desdobramentos das tratativas de estímulos fiscais nos Estados Unidos e com o início da vacinação contra a covid-19 no Reino Unido.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava estabilidade, sendo negociado a R$ 5,1310 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em janeiro de 2021 apresentava avanço de 0,23%, cotado a R$ 5,128.

O diretor superintendente de câmbio da Correparti, Jefferson Rugik, destaca a volatilidade da moeda nas primeiras horas de negócios. “Por volta das 10 horas, houve compras da moeda por tesourarias de banco antes da janela da taxa Ptax [média das cotações apuradas pelo Banco Central]. Foi um movimento pontual”, diz. A moeda inverteu o sinal e passou a subir, renovando máximas acima de R$ 5,13.

Ele acrescenta que, lá fora, há um “leve apetite” por risco com notícias sobre vacinas contra o novo coronavírus e com o início da vacinação no Reino Unidos, além da expectativa por estímulos fiscais nos Estados Unidos. “As negociações entre democratas e republicanos em torno deste pacote de estímulo emergencial segue no radar e é possível que saia antes do final do ano”, destaca o analista da corretora Mirae Asset, Pedro Galdi.

Após uma abertura indefinida, as taxas dos contratos de juros futuros (DIs) firmaram um viés negativo, acompanhando o sinal vindo do dólar, relegando as incertezas fiscais e os sinais de pressão inflacionária. Ainda assim, a movimentação da curva a termo é estreita, com os investidores à espera do comunicado que acompanhará o anúncio da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a Selic, em busca de pistas sobre os próximos passos.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2022 tinha taxa de 3,02%, de 3,07% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 4,39%, de 4,45% após o ajuste ontem; o DI para janeiro de 2025 estava em 6,04%, de 6,07%; e o DI para janeiro de 2027 tinha taxa de 6,89%, de 6,89%, na mesma comparação.