MERCADO AGORA: Veja um resumo dos negócios até o momento

São Paulo – O Ibovespa acelerou ganhos acompanhando a melhora dos índices norte-americanos e puxado pelas maiores altas de ações de bancos. As Bolsas no Brasil e nos Estados Unidos estendem o rali visto na semana passada em meio a melhores indicadores, reabertura de economias e excesso de liquidez após estímulos de bancos centrais.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília) o Ibovespa registrava alta de 2,37%, aos 96.880,39 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 15,0 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em junho de 2020 apresentava valorização de 2,56%, aos 96.875 pontos.

“Parte do otimismo de hoje ainda é resquício de sexta-feira, quando os dados do payroll vieram melhores do que o esperado. De certo modo, algumas economias estão melhores do que os mais pessimistas esperavam”, disse o sócio da Criteria Investimentos, Vitor Miziara. Na última sexta-feira, os dados do mercado de trabalho norte-americano, conhecidos como payroll, mostraram criação de vagas em maio, sendo o que analistas esperavam o fechamento de vagas.

Os mercados também seguem amparados por estímulos de bancos centrais e, hoje, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, voltou a falar que o banco deve continuar a apoiar a recuperação com medidas apropriadas. No entanto, algumas Bolsas europeias operam em leve queda mostrando realizações de lucros.

Entre as ações, as de bancos, que têm grande peso no índice, ampliaram alta, caso do Bradesco e do Itaú Unibanco. Alguns papéis ligados a commodities também mostram bom desempenho hoje, caso das ações da Vale e de siderúrgicas, como os da CSN, que está entre as maiores altas do Ibovespa.

O estrategista de ações da Genial Investimentos, Filipe Villegas, destaca que o minério de ferro subiu na China, já que “o mercado acredita que pode ter pressão sobre a oferta”, depois que a Vale suspendeu as atividades do Complexo Itabira, localizado em Minas Gerais (MG), em função da decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 3 Região, que restabeleceu o termo de interdição emitido pela Subsecretaria de Inspeção do Trabalho.

O dólar comercial segue em queda frente ao real e renova mínimas sucessivas a R$ 4,91, após o contrato futuro para julho oscilar com sinal positivo acompanhando as moedas de países emergentes e ligadas às commodities que passaram a se desvalorizar frente à moeda norte-americana com a queda nos preços do petróleo. No cenário doméstico, investidores se mantém otimistas.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava retração de 2,06%, sendo negociado a R$ 4,8830 para venda. No mercado futuro, contrato da moeda norte-americana com vencimento em julho de 2020 apresentava desvalorização de 1,74%, cotado a R$ 4,885.

“A moeda reduziu a queda e o futuro voltou a oscilar acompanhando as moedas emergentes que inverteram o sinal ante o dólar seguindo a virada do petróleo que passou a cair mais de 3%”, comenta o diretor superintendente de câmbio da Correparti, Jefferson Rugik.

Os preços dos contratos futuros de petróleo passaram a cair depois que a Arábia Saudita anunciou à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) que estenderia os cortes de quase 10% da produção total da commodity no mundo por mais um mês, até o fim de julho. O preço do contrato do WTI recuava mais de 3%, acima dos US$ 38 o barril.

Ele acrescenta que, no mercado doméstico, teve um movimento de correção técnica após a moeda ter ido às mínimas de R$ 4,92 no início dos negócios. “Isso chamou compra de importadores e de tesouraria de bancos. Ainda assim, seguimos com o viés positivo com tendência de moeda ainda em queda. Mas claro, teremos altas pontuais com ajustes e até uma volta ao patamar de R$ 5 com alguma notícia ruim”, avalia.

Lá fora, investidores ainda reagem positivamente aos dados do mercado de trabalho norte-americano, o payroll, divulgados na sexta-feira com dados melhores do que o esperado, ressalta a equipe econômica do Bradesco.

“Os negócios ganharam impulso adicional após a divulgação do PIB [Produto Interno Bruto] do Japão e com os dados da balança comercial chinesa, que vieram melhor do que o esperado”, comentam. A economia japonesa recuou 0,6% no primeiro trimestre do ano, acima da versão preliminar que registrou queda de 0,9%.

As taxas dos contratos de juros futuros (DIs) são negociadas em alta desde a abertura do pregão, indo na contramão do sinal negativo do dólar, que se aproxima da faixa de R$ 4,90. Os investidores recompõem prêmios na curva a termo, em meio às dúvidas quanto ao impacto econômico da pandemia de coronavírus, o que calibra as expectativas em relação ao rumo da Selic no horizonte à frente.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2021 tinha taxa de 2,205%, de 2,175% após o ajuste na sessão anterior, na última sexta-feira; o DI para janeiro de 2022 estava em 3,15%, de 3,07% no ajuste anterior, ao final da semana passada; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 4,23%, de 4,18%; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 5,79%, de 5,80%, na mesma comparação.