Inflação em 2020 fica em 4,39% e interrompe 19 semanas de alta, diz Focus

245
Foto: Sergey Klimkin / freeimages.com

São Paulo – Os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) seguiram com a previsão de alta do Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 4,39% neste ano, interrompendo 19 semanas seguidas de alta. Há um mês, a projeção era de +3,54%, segundo o relatório de mercado Focus, do BC.

Para 2021, a estimativa oscilou em baixa, passando de 3,37% para 3,34%, enquanto para 2022 e 2023, as projeções foram mantidas, em +3,50% e +3,25%, respectivamente, há 74 e 24 semanas. Já a previsão para os próximos 12 meses caiu pela terceira vez seguida, de 3,87% para 3,72%. Há um mês, estava em 3,86%.

Outro destaque do Focus foi a previsão em relação à economia, no qual o mercado financeiro segue com a previsão de queda do Produto Interno Bruto (PIB) do país em -4,40%. Há um mês, a previsão era de recuo de 4,50%.

Para 2021, a previsão de crescimento econômico subiu de 3,46% para 3,49%, de 3,45% quatro semanas antes. Já para os anos seguintes, a previsão foi mantida em 2,50% para 2022 e 2023, pelas 140 e há 95 semanas, respectivamente.

Já a projeção para a taxa de câmbio ao fim deste ano foi revisada para baixo pela sétima semana seguida, passando de R$ 5,15 para R$ 5,14, de R$ 5,36 há um mês. Para 2021, a previsão se manteve em R$ 5,00, após três semanas de queda, já em 2022, caiu de R$ 4,98 para R$ 4,95. E em 2023, a cotação do dólar em relação ao real passou de R$ 4,97 para R$ 4,87, de R$ 4,97 há um mês.

Por fim, os economistas elevaram a previsão para a taxa básica de juros (Selic) após quatro semanas de manutenção, passando de 3,00% para 3,13% ao fim de 2021. Já para 2022 e 2023, as previsões seguiram em 4,50%, pela décima oitava vez, e em 6,00% pela nona semana, respectivamente.

BALANÇA COMERCIAL

Os economistas consultados pelo Banco Central reduziram a previsão para o superávit da balança comercial brasileira em 2020 pela terceira semana, de US$ 56,15 bilhões para US$ 55,55 bilhões. Para 2021, a estimativa de saldo positivo ficou em US$ 55,10 bilhões. Já para 2022, a previsão passou de US$ 48,45 bilhões para US$ 48,90 bilhões, após duas semanas de queda. Enquanto em 2023, a previsão oscilou em queda de US$ 40,60 bilhões para US$ 37,50 bilhões.

Em relação ao saldo da conta corrente, a previsão para 2020 passou de déficit de -US$ 4,60 bilhões para -US$ 4,50 bilhões, interrompendo três semanas de queda; para 2021, subiu de -US$ 17,40 bilhões para -US$ 15,00 bilhões; para 2022, ficou em -US$ 28,27 bilhões, e em 2023, a previsão de saldo negativo das transações correntes seguiu em -US$ 33,60 bilhões, depois de três quedas seguidas.

Por fim, a previsão para o ingresso de recursos externos, no âmbito do Investimento Direto no País (IDP), ficou em US$ 40,0 bilhões em 2020; para 2021, a previsão seguiu em US$ 60,00 bilhões pela sexta vez e em US$ 70,00 bilhões em 2022, pela sétima semana. Enquanto para 2023, a estimativa referente ao aporte de capital estrangeiro no setor produtivo se manteve em US$ 75,00 bilhões pela terceira vez.