Indice de preços ao produtor dispara 3,36% em janeiro, diz IBGE

São Paulo – O Indice de Preços ao Produtor (IPP), que mede a evolução dos preços de produtos “na porta de fábrica” – sem impostos nem fretes – disparou em janeiro, para +3,36%, ante alta de 0,39% (em dado revisado) em dezembro do ano passado, na segunda maior alta da série histórica, iniciada em 2014. Com isso, o IPP acumula ganhos de 22,96% nos últimos 12 meses. Os dados foram divulgados pelo IBGE.

Em base mensal, todas as 24 atividades industriais pesquisadas apresentaram variações positivas de preços. Segundo o IBGE, o resultado de janeiro foi pressionado pelos seguintes setores: indústrias extrativas (+10,70%); metalurgia (+6,10%); refino de petróleo e produtos de álcool (+5,30%); calçados e produtos de couro (+5,19%).

Em termos de influência no resultado mensal, em ponto percentual (pp), indústria extrativa teve impacto de 0,59 pp, seguida de refino de petróleo e produtos de álcool (+0,45 pp), metalurgia (+0,40 pp) e outros produtos químicos (+0,37 pp).

Já em relação às grandes categorias econômicas no primeiro mês de 2021, ainda em relação ao mês anterior, bens de capital avançaram 3,63%, representando +0,26 pp do resultado geral da indústria; já bens intermediários dispararam 4,91% (+2,74 pp) e bens de consumo tiveram alta de 0,97% (+0,36 pp), sendo +2,14% (+0,13 pp) para bens de consumo duráveis e +0,73% (+0,23 pp) para bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

No acumulado em 12 meses, as maiores variações positivas vieram das indústrias extrativas (+52,91%), metalurgia (+38,42%), alimentos (+34,62%) e outros produtos químicos (+30,19%).