IGP-M acelera e sobe 1,46% na 1ª prévia de agosto

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São Paulo – O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 1,46% na primeira prévia de agosto, após registrar alta de 1,18% em igual período do mesmo indicador em julho, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com isso, o IGP-M acumula altas de 8,27% no ano e de 11,61% em 12 meses, até o início deste mês.

A abertura do IGP-M mostra que, na passagem da primeira prévia do mês passado para a mesma leitura deste mês, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) acelerou a alta de 1,56% em julho e subiu 1,85% em agosto; o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) reduziu o ritmo de alta de 0,47% no mês passado e subiu 0,32% neste mês, na primeira prévia, enquanto o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) também ganhou força e subiu 1,26%, de +0,19%, na mesma base de comparação.

Em relação aos subgrupos do IPA, nos estágios, o índice relativo aos bens finais acelerou a alta de 0,21% em julho e subiu 0,90% em agosto, na primeira prévia, sendo que a maior contribuição veio do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -12,88% para -5,66%. Em bens intermediários, houve alta de 2,30%, de +1,78%, na mesma base de comparação, enquanto as matérias-primas brutas praticamente mantiveram o ritmo de alta e subiram 2,32%, de +2,67%, no mesmo período.

Já nos itens de origem, o IPA agrícola avançou 1,93% em agosto, de +1,40% em julho, ambos na primeira prévia, enquanto o IPA industrial teve alta de 1,82%, de +1,62%, no mesmo período.

Entre os subgrupos do IPC, quatro das das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo nas taxas de variação de preços, com destaque para os grupos Educação, Leitura e Recreação (+0,90% para -0,93%) e Transportes (1,65% para +0,92%). Nessas classes de despesa, vale citar o comportamento dos itens passagem aérea (+15,96% para -8,50%) e gasolina (+5,07% para +2,96%).

No componente do INCC, o índice relativo a materiais, equipamentos e serviços subiu 1,16% neste mês, após alta de 0,40% no mês passado, na primeira prévia, enquanto o índice que mede o custo da mão de obra saiu da estabilidade e subiu 1,35%, no período.