Ibovespa fecha primeiro pregão do ano em novo recorde; dólar avança

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Por Flávya Pereira

São Paulo – O Ibovespa fechou em forte alta de 2,53%, aos 118.573,10 pontos e renovou a máxima histórica refletindo o otimismo do mercado global de ações influenciado pela China e em meio à expectativa pela assinatura do acordo comercial preliminar entre Estados Unidos e o país asiático no dia 15, conforme anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Ao longo da sessão, o índice renovou máximas sucessivas no movimento intraday indo à 118.381,18 pontos mesmo com o baixo volume de negócios no primeiro pregão do ano.

“O Brasil surfa nessa onda mais favorável para a tomada de risco, que é global hoje. O dia foi mais positivo também para as commodities, além da decisão de política monetária na China. Fatores que puxaram ações de mineradoras e siderúrgicas”, diz o analista da Guide Investimentos, Rafael Passos.

Os papéis da B3 (B3SA3; +5,32%) se destacaram na sessão após subir mais de 5% com um dos melhores desempenhos da sessão após a bolsa brasileira anunciar a redução de tarifas e de novos componentes do índice no primeiro quadrimestre do ano. “As medidas anunciadas pela B3 vão favorecer o mercado doméstico e incentivar pessoas físicas”, diz o analista.

As ações das siderúrgicas e da JBS (JBSS3; +5,23%) também se destacaram em meio às notícias refletindo a decisão de política monetária do Banco do Povo da China (Pboc, o banco central chinês) no qual anunciou a redução da alíquota do compulsório em 0,50 ponto percentual (pp), de 13,0% para 12,5%, no caso de grandes instituições, a partir de segunda-feira.

Após romper os 118 mil pontos pela primeira vez, o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, acredita que a marca de 120 mil pontos deve ser superada nos próximos dias. “Os mercados iniciam o ano com o pé direito, mantendo elevado o apetite ao risco. Diante de um ambiente externo favorável e otimismo com a retomada da economia brasileira, o Ibovespa tem grandes chances de buscar os 120 mil pontos no curto prazo”, avalia.

Ao encerrar 2019 com valorização de 31,6%, a tendência, segundo analistas, é de que a bolsa mantenha o viés otimista em busca de novas máximas. “Se o fluxo de notícias seguir positivo aqui e lá fora, buscaremos novos recordes após a possível marca de 120 mil pontos”, comenta o analista da Guide, sugerindo tendência de alta amanhã, mesmo com pouca liquidez na primeira semana do ano.

Já no mercado de câmbio, o dólar comercial fechou em alta de 0,27% à vista, cotado a R$ 4,0250 para venda, influenciado pelo mercado externo onde a moeda norte-americana ganhou terreno, além de ajustes na volta das festividades de fim de ano. Apesar de oscilar na abertura dos negócios, a divisa operou em alta em boa parte do pregão em meio ao baixo volume de negócios.

Um operador da mesa de derivativos de um banco nacional destaca que o mercado doméstico de câmbio começou o ano influenciado por questões externas, principalmente, pela China.

Além da expectativa pela assinatura do acordo preliminar firmado entre o país asiático e os Estados Unidos em 15 de janeiro, como afirmou o presidente norte-americano, Donald Trump, no dia 31, o Banco do Povo da China (Pboc, o banco central chinês) anunciou a redução da alíquota do compulsório em 0,50 ponto percentual (pp), de 13,0% para 12,5%, no caso de grandes instituições, a partir de segunda-feira.

O operador observa, porém, que quando o foco dos negócios se voltar para assuntos internos, a tendência é de queda da moeda norte-americana. “O próximo rali será no dólar, que deve voltar à faixa de R$ 3,90”, prevê.