Gasolina e diesel estão 1% e 15% mais baratos, em média, no Brasil, diz Abicom

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São Paulo – Nesta segunda-feira, o preço da gasolina no Brasil apresentou recuo em relação ao praticado no mercado internacional, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). O litro do combustível está, em média, R$ 0,03 mais barato no mercado doméstico, nível 1% inferior ao praticado no exterior, conforme relatório publicado hoje.

Já o preço do diesel está, em média, 15% mais barato internamente do que no Golfo do México, região usada como parâmetro para a comercialização desses combustíveis pelos importadores brasileiros. O resultado significa uma defasagem de R$ 0,68 por litro do diesel.

Segundo a Abicom, a defasagem no diesel é maior nos polos operados pela Petrobras, R$ 0,75 abaixo do patamar de paridade com o preço internacional ou seja, uma diferença de 17%.

O preço de paridade de importação (PPI) foi calculado pela Abicom usando como referência os valores para gasolina, óleo diesel, câmbio, RVO e frete marítimo nas cotações, considerando os fechamentos do mercado na sexta-feira (13).

“Apesar da estabilidade no câmbio, os preços de referência da gasolina e do óleo apresentaram valorização no mercado internacional no fechamento de sexta, o cenário médio de preços está abaixo da paridade para o óleo diesel e tecnicamente na paridade para gasolina”, explica a Abicom.

A taxa de câmbio Ptax, calculada diariamente pelo Banco Central, fechou a sessão de sexta operando em patamar elevado e pressionando os preços domésticos dos produtos importados. Ao mesmo tempo, a oferta de petróleo “apertada” segue pressionando os preços futuros, acrescentou a entidade.

EXPECTATIVA DE VOLATILIDADE

O conflito entre o Hamas e Israel deve provocar um rally nos preços do petróleo e do gás natural. A incerteza gerada pelo novo conflito se soma à trajetória de altas e baixas do mercado de petróleo, iniciada com a pandemia e acelerada com a guerra na Ucrânia,

“A depender do envolvimento do Irã, que parece ter sido o principal apoiador do Hamas, e de um novo embargo ao país por parte dos Estados Unidos, as coisas podem piorar. Além disso, há a possibilidade de azedar as negociações entre Arábia Saudita e Estados Unidos para que ocorra um aumento de produção de petróleo por parte dos sauditas no final do ano”, comenta o sócio fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires.