FMI diz que manutenção de apoio fiscal é fundamental para a Europa

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Foto: Mauro Bottaro/União Europeia

São Paulo – A manutenção do apoio fiscal na Europa é fundamental para que as economias da região consigam mitigar os efeitos negativos da nova onda de covid-19 que levou os governos a adotar medidas de distanciamento mais duras para tentar conter a disseminação da doença, disse o diretor de Comunicação do Fundo Monetário Internacional (FMI), Gerry Rice.

“Os fundos europeus são críticos para apoiar os países e também pavimentar um caminho na direção de uma economia mais sustentável”, disse ele durante coletiva de imprensa. “A coordenação futura e a implementação desses recursos serão a chave da recuperação da economia europeia”, acrescentou.

As declarações acontecem em um momento de impasse entre os países europeus, depois que Hungria e Polônia vetaram a proposta orçamentária da União Europeia (UE) para os próximos sete anos e que prevê 750 bilhões de euros em um fundo de recuperação da pandemia. Os vetos são rejeições desses países ao vínculo do acesso aos recursos a princípios democráticos.

Na coletiva, Rice citou como exemplo a Espanha, afirmando que as ações do governo espanhol ajudaram a mitigar os efeitos da pandemia. “Mesmo sendo uma ajuda menor em comparação com outros países como a Alemanha, esse apoio é fundamental para a economia. O espaço fiscal entre os países europeus é diferente e há aqueles com mais espaço para agir e esses devem agir”, completou.

ESPANHA: As ações do governo ajudaram a mitigar os efeitos da crise, mesmo sendo uma ajuda menor do que a de países como a Alemanha, que tem mais espaço fiscal para agir. A manutenção do apoio é fundamental para essa fase que a Europa vive da pandemia. Fundos europeus serão críticos para apoiar os países e também fomentar uma economia verde. Coordenação futura e implementação serão a chave da recuperação dos países europeus.