EUA anunciam modificação modesta em lista de tarifas a produtos da UE

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Foto: Divulgação/ Serviço Audiovisual da União Europeia (UE)

São Paulo – Os Estados Unidos anunciaram uma modificação na lista de produtos da União Europeia (UE) e de alguns Estados membros sujeitos a tarifas, autorizadas pela Organização Mundial do Comércio (OMC) como parte de uma longa disputa devido a subsídios estatais à Airbus.

“O Escritório de Representação Comercial dos Estados Unidos está retirando da lista de tarifas certos produtos da Grécia e do Reino Unido e adicionando uma quantidade equivalente de comércio da França e Alemanha”, diz o comunicado, divulgado ontem.

“As mudanças são modestas; a quantidade de produtos sujeitos a contramedidas permanecerá inalterada em US$ 7,5 bilhões e as tarifas permanecerão inalteradas em 15% para aeronaves e 25% para todos os outros produtos”, de acordo com a nota.

O representante comercial norte-americano, Robert Lighthizer, disse que os europeus não estão cumprindo as decisões da OMC. “Os Estados Unidos iniciarão um novo processo com a UE em um esforço para chegar a um acordo que remedie a conduta que prejudicou o setor de aviação e trabalhadores dos Estados Unidos e garantirá condições equitativas para empresas.”

Os Estados Unidos argumentam que a Airbus se beneficia de subsídios de governos europeus que prejudicam o setor norte-americano, enquanto a UE faz acusações semelhantes com relação a subsídios de Washington à Boeing. A disputa na OMC já dura cerca de 16 anos.

Em outubro de 2019, os Estados Unidos receberam autorização da OMC para impor tarifas de US$ 7,5 bilhões em produtos da UE. Desde então, Washington aplica tarifas de 15% a 25% sobre mercadorias como aeronaves civis e produtos alimentícios. A OMC ainda não decidiu sobre o caso dos subsídios à Boeing.

No final de julho, a França e a Espanha reduziram subsídios a Airbus. Na ocasião, o chefe da UE para o Comércio, Phil Hogan, disse que a UE está pronta para retaliar se as tarifas norte-americanas forem mantidas. “Na ausência de um acordo, a UE estará pronta para aproveitar plenamente seus próprios direitos de sanção”, disse.