BTG Pactual eleva preço-alvo de ações da Petrobras

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Foto: Divulgação/Petrobras

Por Cynara Escobar

São Paulo – Após o anúncio de revisão feito pela Petrobras, com redução de 30% da sua carteira de ativos de exploração e produção (Capex) para o período de 2021 a 2025, para US$ 40 bilhões a US$ 50 bilhões, o BTG Pactual reiterou a recomendação de compra para as american depositary receipts (ADRs, recibos de ação de empresas estrangeiras negociados na Bolsa de Valores de Nova York) da companhia e aumentou preço-alvo em 46%, de US$ 10 para US$ 12 por ação.

Em relatório, o BTG Pactual destacou que a companhia vai priorizar investimentos com ponto de equilíbrio (breakeven) de preço de Brent abaixo de US$ 35/ barril e aumentou o número de ativos a serem alienados. Com isso, a empresa reiterou o nível alvo da dívida bruta em US$ 60 bilhões e que ele será alcançado em 2022.

Em relatório, o BTG Pactual avalia que a revisão reflete os impactos da crise provocada pela covid-19 na indústria de petróleo, que teve queda tanto na demanda quanto em preços em escala mundial, e a estratégia da estatal em buscar taxas de retorno mais altas.

Pelo novo programa, os ativos do pré-sal e o campo de Búzios, na Bacia de Santos, o segundo maior campo e de crescimento mais rápido, devem representar 71% dos investimentos em exploração e produção da companhia. Para o BTG, isso significa que, provavelmente, é apenas uma questão de tempo até que a companhia se desfaça totalmente do seu portfólio onshore e priorize a operação offshore.

“No passado, a companhia frequentemente falhou em investir de acordo com o seu orçamento, e esta revisão deve contribuir para reduzir ou eliminar essa incompatibilidade”, disse o BTG, que atualizou suas estimativas de recomendação dos papéis da Petrobras.

“Mesmo sob um ambiente difícil, agora vemos a Petrobras gerar um rendimento de fluxo de caixa do acionista (FCFE, na sigla em inglês) de 22% em 2021”, ressaltou.

O relatório também destacou o fato de a companhia estar negociando a 4x 2021 EV / EBITDA e 22% de rendimento fluxo de caixa do acionista (FCF) 2021 em um cenário difícil para o mercado de petróleo.