Trump antecipa convenção republicana com discurso dura contra Obama-Biden

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São Paulo – O presidente norte-americano, Donald Trump, deu hoje uma demonstração do que deve ser a convenção de seu partido – que começa oficialmente na segunda-feira – com um discurso duro contra os democratas e seu rival na corrida à Casa Branca. Os republicanos devem aproveitar o evento para atacar a oposição e supostas brechas deixadas pela gestão de Barack Obama e de seu vice, Joe Biden.

Falando hoje na reunião do Conselho de Política Nacional, Trump usou todo o seu arsenal de acusações contra a dupla Obama-Biden, afirmando que se os democratas vencerem as eleições de 3 de novembro, a China controlará os Estados Unidos, os impostos irão subir, a regulação será endurecida.

“As declaração de ontem são sobre o que Biden não falou”, disse Trump, referindo-se ao discurso feito pelo rival na noite de encerramento da Convenção Nacional Democrata. “Ele não falou do caos das cidades controladas pelos democratas, que viram o aumento da violência. Ele não falou da China, que quer que os democratas vençam para ter os Estados Unidos nas mãos”, afirmou.

“Os democratas querem quadruplicar os impostos, ao contrário de mim, que cortei os impostos. Eles querem aumentar a regulação, depois que eu afrouxei e ouvi de muitos empresários que essa medida foi mais importante do que o próprio corte de impostos”, acrescentou.

Trump também mencionou a lei de saúde, conhecida como Obamacare e considerada uma das grandes vitórias do governo de Barack Obama, já que ampliou a cobertura de saúde para milhares de norte-americanos.

“Eliminamos a multa pela contratação obrigatória de uma cobertura de saúde e demos acesso a medicamentos que salvam vidas. Conseguimos avançar com aprovações junto à FDA [Food and Drug Administration, equivalente a Anvisa no Brasil]. Agora as pessoas não precisam mais ir à Europa ou Ásia ou morrer em casa. Elas têm a chance de se tratar aqui”, disse.

Trump lembrou ainda da política externa da gestão anterior, acusando Obama e Biden de não terem força para realizar mudanças necessárias para garantir a soberania dos Estados Unidos.

“Tivemos coragem de mudar a embaixada de Israel de Tel-Aviv para Jerusalém, saí do acordo nuclear do Irã – um acordo terrível fechado por Obama -, mudei o acordo com o México e o Canadá para garantir que a pujança da nossa indústria”, afirmou ele.

O presidente norte-americano também fez questão de citar a polêmica envolvendo os negócios da família Biden na Ucrânia, que acabou trazendo à tona uma suposta interferência de Trump sobre Kiev atrelada à liberação de ajuda financeira dos Estados Unidos.

“Os democratas têm um duplo padrão, injusto. Se um republicano tivesse feito tudo o que Joe Biden fez, não teríamos tido uma chance”, afirmou ele, acusando a oposição de espionar a sua campanha e sair impune.

Trump também aproveitou o evento de hoje para criticar a votação por correio, reafirmando que o processo deve abrir um caminho para fraude.

“Esse processo vai provocar um embaraço para o nosso país. É um perigo para uma grande democracia como a nossa e falo isso olhando para as câmeras, sem problema nenhum”, disse. “Essa será a maior catástrofe da nossa história”, acrescentou.

O presidente norte-americano encerrou seu discurso na reunião do Conselho de Política Nacional com promessas. “Vamos garantir o direto dos norte-americanos de possuir armas, de ter uma educação e saúde de qualidade.

Vamos garantir um processo justo de imigração e proteger nossas fronteiras porque esse é o país que acreditamos”, afirmou. “Vamos entregar um futuro brilhante para os norte-americanos e enquanto eu for presidente lutarei pela grandeza do nosso país”, concluiu.