RADAR: Carne Fraca pode afetar ações da BRF

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Por Allan Ravagnani

São Paulo – Os principais índices acionários operam em direções distintas nesta manhã, as asiáticas fecharam em alta, com investidores se mostrando mais esperançosos de que a China e os Estados Unidos consigam avançar nas negociações comerciais que serão retomadas na próxima semana, segundo o relatório da corretora Correparti.

Por aqui os investidores abrem de olho na votação da PEC da reforma da Previdência, a ser votada no Senado, a partir das 10h da manhã. A expectativa é a aprovação com folga, mas o mercado quer saber o tamanho da folga na aprovação da reforma. O presidente da Casa aposta em 60 votos ou mais.

POLITICA

O ex-presidente Lula recusou o pedido de progressão de pena feito pela força-tarefa da Lava Jato. “Não troco minha dignidade pela minha liberdade”, disse em carta. Tendo cumprido um sexto da pena, e com bom comportamento, é seu direito progredir o regime.

A defesa de Lula aposta em uma vitória no Supremo Tribunal Federal no caso que pedem a suspeição do juiz Sérgio Moro do caso, o que culminaria com a anulação da sentença.

Atendendo ao presidente Bolsonaro, o ministro Gilmar Mendes (STF) suspendeu os processos envolvendo a quebra do sigilo do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) no caso Queiroz, no processo da rachadinha – quando um servidor repassa parte ou a totalidade de seu salário ao político que o contratou.

POLICIA

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram, nesta manhã, a 4 fase da Operação Carne Fraca, denominada operação Romanos, que apura crimes de corrupção passiva praticados por auditores fiscais federais em benefício de grupo empresarial do ramo alimentício, que passou a atuar em colaboração com as autoridades na investigação.

A BRF não teve seu nome citado, mas foi alvo das três primeiras fases da operação, e ex-funcionários e executivos da empresa chegaram a ser presos, como ex-presidente, Pedro de Andrade Faria, e o ex-vice-presidente Hélio Rubens Mendes dos Santos Júnior.

INTERNACIONAL

O presidente do Peru, Martín Vizcarra, que assumiu o cargo em 2018, após a renúncia do liberal Pedro Paulo Kuczynsky (PPK), envolvido em escândalo de corrupção com a Odebrecht, ordenou na tarde de ontem a dissolução do Congresso Nacional e convocação de eleições parlamentares para 29 de janeiro.

O Congresso tem maioria da oposição e o maior partido é o Força Popular, de Keiko Fujimori – presa preventivamente – e herdeira do fujimorismo no país. A Constituição permite ao presidente dissolver o Congresso quando este se recusa a avaliar dois Votos de Confiança seus, de acordo com o jornal El País.

Nos Estados Unidos, o New Yor Times disse que o presidente Donald Trump pediu ao premiê australiano, Scott Morrison, que abrisse uma investigação para criar descrédito sobre o Relatório Mueller. A conversa, que ocorreu há algumas semanas por telefone, está sendo mantida como sigilosa pela Casa Branca. Foi pressão de Trump sobre o presidente ucraniano para investigar um de seus rivais democratas, o ex-vice-presidente Joe Biden, que provocou a abertura de um processo de impeachment.

O Washington Post deu hoje que a Casa Branca opera contra suas agências de espionagem, ao relatar que o ministro da Justiça, William Barr, esteve na Itália conversando com o procurador-geral e buscou ajuda no Reino Unido, sempre com o mesmo intuito. Provar que a inteligência americana está incorreta a respeito da interferência russa nas eleições passadas.

EMPRESAS

A JBS concluiu o pré-pagamento de R$ 1,5 bilhão em dívidas por meio de um acordo de normalização, antecipando o vencimento do passivo que seria em julho de 2021. Na operação a empresa liberou um total de R$ 7,8 bilhões em garantias que estavam atreladas ao pagamento integral da dívida.

A Petrobras concluiu a transferência das concessões e das ações das subsidiárias Distribuidora de Gas Montevideo e Conecta ao Estado do Uruguai, consolidando a saída da empresa do segmento naquele país.

A Petrobras Distribuidora recebeu R$ 38,1 milhões, hoje, em Instrumentos de Confissão de Dívidas (ICDs) da Eletrobras e suas controladas distribuidoras de energia, referente à 17 parcela.

A companhia também encaminhou petição ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) reafirmando sua discordância com nova prorrogação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e requerendo a extinção do procedimento de mediação iniciado em março de 2019.