Opep mantém previsão de crescimento de demanda em 2,2 mi bpd em 2024 e 1,8 mi bpd em 2025

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A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), em seu relatório mensal da commodity de junho, divulgado hoje (11) mais cedo, informou que manteve a previsão de crescimento da demanda em 2,2 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) em 2024 e em 1,8 milhão de bpd em 2025.

Segundo o cartel, houve alguns pequenos ajustes para baixo no primeiro trimestre de 2024 devido aos dados reais da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mais especificamente na Europa e na Ásia-Pacífico. Isso foi compensado por um desempenho melhor do que o esperado nos países fora da OCDE no período.

“Assim, a demanda por petróleo na OCDE agora deve crescer 200 mil bpd, enquanto a previsão para os países fora da OCDE permanece em 2 milhões de bpd. Em 2025, espera-se um crescimento robusto da demanda global por petróleo de 1,8 milhão de bpd, ano a ano, inalterado em relação à avaliação do mês anterior. A OCDE deve crescer 100 mil bpd em base anual, enquanto a demanda nos países fora da OCDE deve aumentar em 1,7 milhão de bpd”, diz um trecho do relatório.

Já do lado da oferta líquidos não pertencentes à Declaração de Cooperação (DoC) (ou seja, oferta de líquidos de países que não participam da DoC do cartel) deve crescer 1,2 milhão de bpd em 2024, inalterada em relação à avaliação do mês anterior. Os principais motores desse crescimento são esperados nos Estados Unidos, Canadá, Brasil e Noruega.

Em 2025, o crescimento da oferta de líquidos não pertencentes à DoC é esperado em 1,1 milhão de bpd, também inalterado em relação à avaliação do mês anterior. O crescimento deve ser impulsionado principalmente pelos Estados Unidos, Brasil, Canadá e Noruega.

O relatório também aponta que as importações de petróleo bruto dos Estados Unidos atingiram um máximo de seis meses em maio, com uma média de quase 6,8 milhões de bpd, antes da temporada de condução de verão, de acordo com dados preliminares.

Os dados mais recentes completos para a China mostram que as importações de petróleo bruto em abril tiveram uma queda sazonal de quase 6%, com uma média de 10,9 milhões de bpd, enquanto as importações de produtos atingiram um recorde de 2,5 milhões de bpd, impulsionadas por maiores fluxos de óleo combustível.

As importações de petróleo bruto da India em abril atingiram o maior nível em dois anos, com 5,2 milhões de bpd, enquanto as importações de produtos foram as mais altas em seis meses, com pouco menos de 1,3 milhão de bpd.