ONS prevê aumento de 1,9% na carga do sistema em agosto

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São Paulo – A carga de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) deve subir 1,9% em agosto, totalizando 71.855 megawatts (MW) médios, na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados do boletim do Programa Mensal de Operação (PMO) da semana operativa entre 19 e 25 de agosto, divulgados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Para o mês de agosto, os valores de carga previstos indicam queda de 1,9% no subsistema Sul (11.952 MWmed) e crescimento de 1,7% no Sudeste/Centro-Oeste (40.632 MWmed) e no Nordeste (11.795 MWmed) e alta de 10,1% para o Norte (7.476 MWmed), região que deve ter o avanço mais expressivo, assim como nos últimos meses e justificada pela retomada de atividades de consumidor livre.

As estimativas para o Nordeste são de 1,7% (11.795 MWmed) e para o Sudeste/Centro-Oeste são de 1,7% (40.632 MWmed). Para a região Sul, o comportamento esperado é o oposto, com retração de 1,9% (11.952 MWmed). Os percentuais comparam as estimativas para o final de agosto de 2023, ante o mesmo período do ano passado.

As chuvas sobre os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste deverão ficar em 90% da média de longo termo (MLT), enquanto no Sul, a projeção para as chuvas ficou em 99% da média, na região Norte a expectativa é alcançar 70% da MLT e no Nordeste as afluências devem alcançar a média de 64%.

O boletim aponta estabilidade nas indicações da Energia Armazenada (EAR), ao final desse mês, com todos os subsistemas acima de 70%. A estimativa do ONS é que os reservatórios das hidrelétricas no Sudeste, que concentram a maior capacidade de armazenamento no país, terminem o mês de agosto com nível de 79,7%. Se confirmado este resultado, será o melhor índice verificado em agosto em toda a série histórica iniciada em 2000. A maior projeção é para o Sul, região em que o operador estima que os níveis de água das hidrelétricas cheguem a 92,8%. Os reservatórios do Norte e Nordeste devem fechar o período com 86,3% e 73,4% das capacidades.

O Custo Marginal de Operação (CMO) permanece zerado em todos os subsistemas do país.