Oi registra prejuízo de R$ 6,2 bi no 1T20

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Foto divulgação: Oi

São Paulo – A Oi, em recuperação judicial, registrou prejuízo líquido consolidado de R$ 6,2 bilhões no primeiro trimestre de 2020, reverte o lucro líquido visto um ano antes. Segundo a operadora, o resultado foi impactado pela forte depreciação cambial no período em decorrência do avanço do coronavírus no mundo.

A receita líquida total atingiu R$ 4,749 bilhões no período, 7,4% inferior ante igual intervalo de 2019. O ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) caiu 5,8% no trimestre, para R$ 1,533 bilhão na mesma base de comparação.

A margem ebitda atingiu 32,3% ao final do trimestre, alta de 0,6 ponto percentual (pp) na comparação anual.

No Brasil, a receita líquida total, que inclui residencial, mobilidade, B2B e telefones públicos, foi de R$ 4,7 bilhões no período, queda de 7,6% quando comparado ao mesmo período do ano anterior.

No quesito serviços, a receita líquida diminuiu 7,1% no trimestre, para R$ 4,678 bilhões na base anual, enquanto a receita com clientes alcançou R$ 4,582 bilhões no período, queda de 6,9% na mesma base de comparação.

No segmento mobilidade, a receita líquida alcançou R$ 1,681 bilhão no trimestre, 1% inferior em comparação ao mesmo intervalo do ano anterior.

As Unidades Geradoras de receitas (UGRs) residencial alcançaram 52,654 mil no período, queda de 7% na base anual. Na mobilidade, as unidades geradoras foram de 33,9 mil no trimestre, queda de 2,7% na mesma base de comparação.

O ARPU (receita média mensal por usuário) móvel ficou em R$ 16,2 ao final do trimestre na comparação anual, alta de 0,5%. O ARPU do segmento residencial subiu 4,5% no período, para R$ 81 na mesma base de comparação.

Os custos e despesas operacionais consolidado somaram R$ 2,849 bilhões no primeiro trimestre do ano, alta de 13,28% na comparação anual, enquanto os custos operacionais no Brasil caíram 8,2% e totalizaram R$ 3,216 bilhões na mesma base de comparação.

Ao final do trimestre, a dívida da líquida da Oi era de R$ 18,131 bilhões, 79,4% maior que o visto no mesmo trimestre de 2019. O caixa disponível, por sua vez, subiu 0,7% no período, para R$ 6,310 bilhões.