Oferta de países de fora da Opep cairá em 2,4 mi de bpd este ano

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Foto: Troy Stoi/ freeimages.com

São Paulo – A pandemia do novo coronavírus e as medidas restritivas que se seguiram levaram a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) a prever que a demanda por petróleo diminua neste ano diminuirá com relação a 2019, passando de 99,7 milhões de barris por dia (bpd) para 90,7 milhões de bpd. A recuperação deve ser gradual, começando em 2021, com uma demanda global de 97,7 milhões de bpd.

“O impacto generalizado da covid-19 em quase todos os setores econômicos influenciará o futuro da demanda de energia primária no curto e no médio prazo. As medidas de bloqueio tomadas para conter a pandemia interromperam a mobilidade, a produção industrial e o comércio em todo o mundo, levando a um declínio significativo da demanda de energia em todas as regiões”, diz a Opep.

Por regiões, a demanda dos Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) deve cair este ano para 43,0 milhões de bpd, dos 47,9 milhões de bpd de 2019, enquanto para os países de fora da Opep deve baixar de 51,8 milhões de bpd para 47,8 milhões de bpd.

China e India, que serão os motores do crescimento da demanda por petróleo no longo prazo, terão uma procura 1 milhão de bpd e 500 mil bpd menor, respectivamente, em 2020 na comparação com 2019, de acordo com as projeções da Opep.

“O impacto resultante tem o potencial de redirecionar estratégias relacionadas à transição energética – um foco crescente de atenção pública antes da pandemia – e de remodelar o comportamento do consumidor, como as empresas operam e as decisões sobre investimento em energia. Cada um desses fatores tem influência na demanda de energia daqui para frente”, afirma a Opep.