Ministros kirchneristas renunciam na Argentina após derrota em eleições

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, e a vice-presidente, Cristina Fernández de Kirchner. Foto: Divulgação/ Campanha Alberto Fernández

Buenos Aires – Ao menos oito autoridades ligadas à vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, apresentaram sua renúncia ao presidente do país, Alberto Fernández, após a surpreendente derrota do partido no poder nas eleições primárias realizadas no domingo.

A ação é uma mensagem direta ao presidente, que indicou no começo da semana que não haveria mudanças no gabinete, apesar do pedido do kirchnerismo para administrar a saída do ministro da Economia, Martín Guzmán, e o chefe do gabinete, Santiago Cafiero.

Na apresentação da renúncia do Ministro do Interior, Eduardo “Wado” Pedro, juntou-se o ministro da Justiça, Martín Soria e o ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Salvarezza, juntamente com Luana Volnovich do Instituto Nacional de Serviços Sociais para Aposentados e Pensionistas (PAMI) e Fernanda Raverta da Administração nacional de Seguridade Social (ANSES), todos dirigentes vinculados ao kirchnerismo.

Além disso, foi conhecida a apresentação da renúncia de Jorge Ferraresi, ministro do Desenvolvimento Territorial e Habitat; Juan Cabandié, ministro do Meio Ambiente; Paula Español, secretária de Comércio Interno e Gabriel Katopodis, atual ministro das Obras Públicas.

A Argentina realizou no domingo as eleições Primárias, Abertas, Simultâneas e Obrigatórias (PASO). Os argentinos votaram para definir quais candidatos disputarão as eleições gerais de 14 de novembro, nas quais serão eleitos 127 deputados e 24 senadores.

A coalizão de oposição Juntos pela Mudança (JxC) na Argentina obteve ampla vitória nas eleições primárias legislativas, conquistando 16 de 24 províncias, ante a coalizão do governo, Frente de Todos (FdT). Fernández reconheceu a derrota e afirmou que “escutamos e vamos corrigir o que foi feito de errado”.

Tradução: Cristiana Euclydes