Mercado volta a melhorar previsão do PIB em 2020, diz BC

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São Paulo, 14 de setembro de 2020 – Os economistas ouvidos pelo Banco Central voltaram a melhorar a previsão de queda do Produto Interno Bruto (PIB) do país neste ano. Agora, o mercado projeta recuo de 5,11% da economia brasileira, de -5,31% antes. Há um mês, a previsão era de queda de 5,52%, segundo o relatório de mercado Focus, do Banco Central.

Já para os demais anos, o mercado financeiro manteve as estimativas e prevê uma arrancada da atividade econômica. A previsão de alta do PIB em 2021 permaneceu estável em 3,50% pela décima sexta semana, ao passo que as projeções de crescimento de 2,50% em 2022 e em 2023, cada, seguem inalteradas há 125 e há 80 semanas, respectivamente.

Outro destaque no documento do BC foi a inflação, no qual o mercado prevê alta do Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano, passando de 1,78% para 1,94%, na quinta alta seguida. Para 2021, após 12 semanas de manutenção, as estimativas oscilaram em alta, de 3,00% para 3,01%; para os demais anos, porém, as projeções foram mantidas em +3,50% para 2022, há 59 semanas, e em +3,25% em 2023 pela nona semana seguida. Para os próximos 12 meses, a projeção subiu de 3,00% para 3,14%, de 2,94% quatro semanas atrás.

Em relação à Selic, os economistas mantiveram a previsão para a taxa básica de juros neste ano em 2,00%, pela décima primeira semana seguida, o que indica manutenção da Selic até dezembro. Para 2021, porém, a estimativa caiu de 2,88% para 2,50%, de 2,75% quatro semanas atrás. Enquanto para 2022, a projeção foi mantida em 4,50% pela terceira semana, de 4,75% há um mês. Já para 2023, o mercado financeiro revisou para baixo a estimativa para a Selic, de 5,75% para 5,50%, de 6,00% há um mês.

As previsões para a taxa de câmbio também foram mantidas, ficando em R$ 5,25 ao fim deste ano pela segunda semana, enquanto para 2021, a cotação do dólar em relação ao real foi mantida em R$ 5,00 pela nona vez. Já para 2022, o mercado manteve a previsão de alta do dólar a R$ 4,90 pela segunda vez seguida. Por fim, em 2023, a projeção para o câmbio foi revisada para cima, de R$ 4,85 para R$ 4,90, ainda conforme o relatório Focus do Banco Central.