MERCADO AGORA: Veja um sumário dos negócios até o momento

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Foto: Svilen Milev / freeimages.com

São Paulo – O Ibovespa segue acelerando perdas e mostrando volatilidade em meio ao vencimento de opções sobre ações e especulações sobre a possível saída do ministro da Economia, Paulo Guedes, do governo, já que há previsão de aumento gastos públicos e ameaça ao não cumprimento do teto de gastos. Os papéis de bancos aceleraram perdas e pesam negativamente.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava queda de 1,42%, aos 99.909,68 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 27,8 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em outubro de 2020 apresentava recuo de 1,46%, aos 100.115 pontos.

Com isso, o índice chegou a cair abaixo dos 100 mil pontos por alguns segundos, piso da faixa em que o Ibovespa vinha sendo negociado no último mês. O índice não caía abaixo dos 100 mil pontos desde o dia 14 de julho, quando a mínima foi de 98.288,81 pontos.

“Tivemos várias notícias sobre o Guedes no final de semana, de que ele poderia sair, de que será fritado pelo Bolsonaro, mas não é nada novo, são mais notícias requentadas e especulações ainda. Mas há uma pressão por aumento de gastos depois que o presidente teve um aumento da sua aprovação”, disse o sócio da Criteria Investimentos, Vitor Miziara.

Após apresentar forte volatilidade pela manhã, o dólar comercial firmou-se em alta com investidores preocupados com a questão fiscal no Brasil. Para piorar, há rumores no mercado de que o ministro da Economia, Paulo Guedes, pode deixar o governo após divergências sobre estourar ou não o teto da dívida brasileira e uma debandada de secretários.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava alta de 0,93%, sendo negociado a R$ 5,4820 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em setembro de 2020 apresentava avanço de 1,05%, cotado a R$ 5,484.

“A semana começa com o mercado doméstico atento ao cenário fiscal em meio a uma agenda de eventos, no dia de hoje, mais arrefecida. A reação do mercado cambial conjuntamente com o mercado de juros deve ser mais pragmática no que se refere às dúvidas quanto à permanência do ministro da Economia, Paulo Guedes, no cargo. As dúvidas começaram a vir à tona quando houve uma debandada de secretários, na semana passada, da pasta da economia, desaguando em uma conjuntura diferente no governo federal”, explicou Pedro Molizani, Trader Mesa de Câmbio Travelex Bank.

“A dicotomia entre a ala que defende gastos em comparação com a ala do governo que defende a não flexibilização do teto de gastos é o principal fator que gera cautela nos mercados financeiros nacionais. Não obstante, essa falta de perspectiva em política econômica agrava o fato de que membros mais ideológicos do governo enxergam nos discursos e nas atitudes de Guedes uma postura de conflito, sugerindo, desse modo, um desgaste na relação de Paulo Guedes e Jair Bolsonaro”, acrescentou Molizani.

As taxas dos contratos de juros futuros (DIs) seguem com oscilações estreitas, mas sustentam um ligeiro viés positivo, principalmente no trecho mais longo da curva a termo, com os investidores monitorando o cenário político, em meio aos crescentes riscos fiscais. Os ganhos ensaiados pelo dólar também contribuem para pressionar os negócios.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2022 tinha taxa de 2,83%, de 2,80% no ajuste anterior, ao final da semana passada; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 4,07%, de 4,01% após o ajuste na última sexta-feira; o DI para janeiro de 2025 estava em 5,92%, de 5,81%; e o DI para janeiro de 2027 tinha taxa de 6,94%,de 6,83%, na mesma comparação.