MERCADO AGORA: Veja um sumário dos negócios até o momento

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São Paulo – O Ibovespa opera em alta nesta manhã, tentando se manter acima dos 108 mil pontos e voltando a níveis de março, em mais um dia de otimismo no exterior após a notícia de que a transição formal entre o governo de Donald Trump e de Joe Biden nos Estados Unidos irá começar. Além disso, investidores seguem esperançosos com os avanços das vacinas contra o coronavírus.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 1,64%, aos 109.145,61 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 15,7 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em dezembro de 2020 apresentava avanço de 1,59%, aos 109.165 pontos.

Entre as ações, investidores buscam ações que estavam descontadas como as de bancos e da Petrobras, que têm grande peso no índice e aceleraram ganhos.

“O mercado segue apoiado por notícias de vacinas, todo dia sai alguma notícia de mais uma empresa mostrando eficácia. Fora isso, Trump disse que vai cooperar com a passagem do governo, apesar de não desistir de processos na justiça, isso é bom, para não atrasar muito a transição”, disse o sócio da Criteria Investimentos, Vitor Miziara.

Mesmo sem reconhecer formalmente a vitória do democrata Joe Biden na corrida à Casa Branca, a administração do governo Trump anunciou ontem à noite que vai cooperar com a transição.

O mercado ainda reagiu bem a informação de que o presidente eleito dos Estados Unidos planeja indicar Janet Yellen, ex-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), para o Tesouro. Os analistas da Commcor Corretora viram a indicação como um bom sinal, já que ela “sempre demostrou em seu ex-cargo apoio irrestrito a estímulos para alavancar a economia americana e entende-se que a mesma postura deva ser adotada em relação ao covid-19”.

Entre as ações, as da Petrobras (PETR3 3,78%; PETR4 3,90%) estão entre as maiores altas do Ibovespa, ao lado de papéis de bancos, como do Bradesco (BBDC4 4,04%), e do Iguatemi (IGTA3 3,56%). O cenário mais otimista com vacinas no horizonte tem levado investidores a se arriscar mais e buscar ativos que tinham caído mais durante a pandemia, além do dia ser de alta dos preços do petróleo.

Em queda desde a abertura dos negócios, o dólar comercial acelerou as perdas frente ao real após o leilão de linha realizado há pouco pelo Banco Central (BC), além de um fluxo de entrada de recursos estrangeiros na bolsa brasileira (B3). No exterior, o ambiente é positivo em meio ao “sinal verde” dado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump para a transição de governo, o que reduz as incertezas quanto à eleição do país.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 0,77%, sendo negociado a R$ 5,3940 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em dezembro de 2020 apresentava recuo de 0,87%, cotado a R$ 5,393.

“O leilão de linha do BC foi rolagem dos contratos que vencem em dezembro, o que ajuda a não pressionar a nossa moeda”, comenta o diretor superintendente de câmbio da Correparti, Jefferson Rugik. A operação de venda de dólar com compromisso de recompra, conhecido como leilão de linha, ofertou até US$ 1,260 bilhão e todo o montante ofertado foi tomado.

Rugik acrescenta que há também um fluxo de entrada do investidor estrangeiro na B3, o que corrobora para o recuo da moeda, abaixo de R$ 5,40. Além de acompanhar o ambiente mais positivo no exterior em meio ao otimismo dos investidores com o início da transição de governo entre as equipes de Donald Trump e do presidente eleito, Joe Biden, diluindo as incertezas quanto ao pleito eleitoral do país.

O analista da corretora Mirae Asset, Pedro Galdi, destaca que Biden já está montando a equipe do novo governo e deve escolher a ex-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Janet Yellen, como secretária do Tesouro. “Pelo perfil de Yellen, os investidores esperam para breve uma nova rodada de estímulos fiscais”, avalia.

As taxas dos contratos de juros futuros (DIs) passaram a ser negociadas em queda após a oferta menor de NTN-B em leilão e seguem devolvendo prêmios, ainda que em ritmo moderado, com os riscos fiscais no radar dos negócios. Os investidores também digerem os números da prévia da inflação ao consumidor brasileiro (IPCA-15) neste mês.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2022 tinha taxa de 3,43%, de 3,42% do ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 5,20%, de 5,24% após o ajuste ontem; o DI para janeiro de 2025 estava em 7,00%, de 7,06%; e o DI para janeiro de 2027 tinha taxa de 7,75%, de 7,83%, na mesma comparação.