MERCADO AGORA: Veja um sumário dos negócios até o momento

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Foto: Svilen Milev / freeimages.com

São Paulo – Após chegar a ameaçar uma alta no início do pregão, o Ibovespa se firmou em queda ao longo da manhã com investidores aproveitando para embolsar lucros depois de altas recentes.  Ações de peso para o índice, como as de bancos, recuam E puxam a queda, apesar de os principais mercados acionários no exterior ainda manterem otimismo amparado na expectativa de vacinas contra o coronavírus.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava queda de 0,68%, aos 106.516,37 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 14,7 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em dezembro de 2020 apresentava recuo de 0,61%, aos 106.700 pontos.

O dia, porém, ainda é de vencimento de opções sobre Ibovespa, o que ajuda adicionar volatilidade, com a briga entre comprados e vendidos.

O analista da Necton Corretora, Glauco Legat, lembra que ontem o Ibovespa subiu mais do que seus pares no exterior, chegando ao maior nível desde 21 de fevereiro (113.681,42 pontos), e que hoje também mostra certo descolamento.

“Não há tantas novidades hoje, mas ontem também tivemos uma alta mais expressiva do que lá fora, e papéis como os de bancos e varejistas estão sendo as maiores contribuições para a queda do índice”, disse.

Entre os bancos, se destacam o Bradesco (BBDC4 -1,69%), já as maiores perdas do índice no momento são da Natura (NTCO3 -3,11%), Equatorial (EQTL3 -3,18%) e da Multiplan (MULT3 -2,55%). As ações de shoppings mostram queda hoje em meio ao possível retorno de quarentenas mais duras, com novo aumento de casos de covid-19 em cidades como São Paulo.

Por outro lado, entre as maiores altas, estão as ações da Cogna (COGN3 4,92%), da Gol (GOLL4 5,12%) e da Azul (AZUL4 4,14%). Os papéis de aviação se recuperam na esteira da melhora vista no exterior e expectativas de vacinas.

No cenário internacional, o bom humor na expectativa de vacinas tem prevalecido, embora em alguns pregões o receio com o avanço da segunda onda ainda seja sentido. Em resultados finais de estudos, a Pfizer e a BioNTech afirmaram hoje que a sua vacina é 95% eficaz contra a covid-19 e está mostrando sinais de ser segura, o que pode fazer com que obtenha autorização nos Estados Unidos nos próximos dias.

O dólar comercial tem queda firme frente ao real e opera ao redor de R$ 5,30 refletindo o bom humor dos investidores com notícias sobre o avanço em testes de vacinas desenvolvidas contra o novo coronavírus, o que sustenta um apetite por risco no exterior e no mercado doméstico.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 0,24%, sendo negociado a R$ 5,3190 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em dezembro de 2020 apresentava recuo de 0,29%, cotado a R$ 5,320.

“O mercado segue influenciado por notícias positivas de novas vacinas, com expectativas de que em breve começará a vacinação em massa no mundo. Esse fator deve continuar influenciando o comportamento dos ativos”, comenta o analista da corretora Mirae Asset, Pedro Galdi.

Após notícias de que os testes da vacina da farmacêutica Moderna tiveram mais de 94% de eficácia, hoje, a notícia de que uma vacina experimental contra a covid-19 da Pfizer e da BioNTech é 95% eficaz em resultados finais sustenta o otimismo do mercado.

“O dólar está fragilizado no mundo diante um leve apetite por risco após essas notícias de eficácia de vacinas contra o novo coronavírus”, acrescenta o diretor de câmbio de uma corretora nacional.

As taxas dos contratos de juros futuros (DIs) mantêm leves oscilações, mas passaram a ensaiar alta, com o viés positivo ganhando força ao longo da curva a termo. O movimento reflete uma antecipação dos investidores ao tradicional leilão de títulos públicos, amanhã, enquanto aguardam novidades no front político.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2022 tinha taxa de 3,29%, de 3,25% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 4,94%, de 4,85% após o ajuste ontem; o DI para janeiro de 2025 estava em 6,74%, de 6,64%; e o DI para janeiro de 2027 tinha taxa de 7,53%, de 7,42%, na mesma comparação.