Nova audiência sobre reparações da Vale a Brumadinho é marcada para 9 dezembro

Em audiência realizada ontem, não houve acordo sobre a indenização aos atingidos pelo rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão

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Divulgação: barragem de mineração

São Paulo – O governo do Estado de Minas Gerais e demais instituições de Justiça não aceitaram a proposta financeira da Vale, nos termos apresentados pela mineradora, para reparação dos danos provocados pelo rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, em janeiro de 2019, em audiência de conciliação realizada ontem no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Um novo encontro entre as partes foi agendado para 9 de dezembro.

Segundo a companhia, não houve definição de valores para um eventual acordo e, na audiência de ontem, ficou acordado que a Vale estenderá o pagamento do auxílio emergencial até 31 de dezembro às famílias atingidas.

O presidente do TJMG, desembargador Gilson Soares Lemes, deferiu o pedido da empresa para analisar a proposta feita pelas instituições jurídicas nos processos mencionados.

Representantes do Estado de Minas Gerais, Advocacia Geral do Estado, Advocacia Geral da União e dos ministérios públicos e defensorias estaduais e federais elaboraram e apresentaram na segunda-feira à noite, uma nova proposta que deverá ser analisada pela mineradora até a data da nova audiência.

Segundo o governo estadual, foi identificado que a proposta feita pela empresa não está em conformidade com as premissas que haviam sido acordadas em relação ao acordo e a Vale solicitou prazo para analisar as considerações feitas pelo Estado.

Em nota, a Vale disse que “segue mantendo um diálogo construtivo com o Governo de Minas e instituições de Justiça federais e estaduais, visando a um possível acordo em benefício de todo o Estado e especialmente das populações de Brumadinho e municípios impactados da calha do rio Paraopeba.”