Maia diz que Bolsonaro mentiu sobre pagamento do 13º do Bolsa Família

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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia,durante sessão que vai discutir e votar os oito destaques com sugestões de mudanças ao texto-base da proposta de emenda à Constituição da reforma da Previdência.

Brasília – O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou há pouco nesta sexta-feira (18) que a fala do presidente da República, Jair Bolsonaro, ontem, de que o não pagamento do 13º do Bolsa Família este ano teria se dado porque não teria colocado uma Medida Provisória em votação a medida provisória que deixou de ter validade no começo deste ano (a MP 1.000/2020) seria mentira.

“Mais um episódio ocorrido no dia de ontem quando Infelizmente o Presidente da República mentiu em relação à minha pessoa, aliás muita coincidência a narrativa que ele usou ontem como a narrativa que os ‘bolsominions’ usam há um ano comigo em relação as MPs que perdem validade nessa casa. É a mesma narrativa que não vem de hoje, pegue as redes sociais dos extremistas bolsominions que você vai ver que tá lá ‘Rodrigo Maia derruba a medida provisória do 13º do Bolsa Família, do BPC, então é uma articulação conjunta para desqualificar e desmoralizar a imagem dos adversários”, disse Maia.

“Hoje o próprio Ministro Paulo Guedes confirmou que o presidente é mentiroso quando diz que de fato não há recursos para o 13º do Bolsa Família Então. Eu acho que essas coisas que um país com dificuldades que a gente está passando dificuldade que a gente vai passar a partir de 1º de janeiro com o fim da PEC da guerra, que todos os partidos que votaram, do PSOL ao PSL. Todos que colaboraram dar as condições para o governo governar. Eu acho que a gente devia tá mais preocupado entrar numa mesa dialogando sobre o nosso futuro do que tá tentando transferir a responsabilidade para os outros”, afirmou o presidente da Câmara dos Deputados.

Maia comentou ainda que na ocasião o presidente da República teria “proibido” o relator Márcio Bittar de trabalhar para a votação da PEC emergencial. “O próprio governo não conseguiu as condições. Ricardo Barros (líder) tentou, não conseguiu as condições. Então se hoje o presidente não consegue promover uma melhora do Bolsa Família ou uma expansão do Bolsa Família para esses milhões de brasileiros que ficarão sem nada a partir de 1º de Janeiro, a responsabilidade é exclusiva dele que tem um governo que é liberal na economia mas não tem coragem de implementar essa política”, detalhou.

“Se o Presidente da República tivesse tido coragem nós podíamos estar discutindo 13º e hoje podia estar discutindo a expansão do auxílio emergencial aqui. Hoje é claro que a visão da esquerda em relação a esse caminho é diferente da nossa visão; somos liberais na economia mas mesmo no nosso campo nós fizemos muitas propostas, muitos economistas consideradas liberais – um grupo grande e econômico de São Paulo – fez uma proposta para a expansão do auxílio emergencial ou ampliação no fortalecimento do bolsa família, que não seria muito diferente”.