Lucro recorrente do Itaú cresce 14%, para R$ 8,74 bilhões no segundo trimestre

938
Milton Maluhy Filho, presidente Itaú Unibanco
Milton Maluhy Filho, presidente Itaú Unibanco (foto: Divulgação)

São Paulo – O lucro líquido recorrente do Itaú Unibanco, que desconsidera itens com impacto pontual sobre o resultado, aumentou 13,8% no segundo trimestre de 2023 (2T23), para R$ 8,74 bilhões, subindo 14,0% em relação a um ano antes, e retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROE) de 20,9%. Entre os fatores que mais influenciaram os resultados estão o aumento da margem financeira com clientes, impulsionado pelo efeito positivo do crescimento da carteira, associado à gradual mudança do mix de créditos com melhores spreads, e da receita de seguros, disse o banco, em seu release de resultados do período.

A carteira de crédito do Itaú Unibanco considerando apenas o Brasil aumentou 6,7%, para R$ 935 milhões. Levando em consideração os outros países em que o banco atua – principalmente na América Latina -, houve alta de 6,2%, para R$ 1,1516 bilhão. “Na carteira de pessoas físicas, merecem destaque, em comparação com o mesmo período de 2022, os crescimentos de 21,1% em crédito pessoal; 17,0% em crédito imobiliário, mercado em que estamos bastante ativos e lançando novas funcionalidades para atender melhor o cliente, mesmo com o cenário de elevação da taxa básica de juros; e 6,2% em crédito consignado”, diz o release.

O retorno sobre o patrimônio líquido (RoE, na sigla em inglês) médio do Itaú Unibanco considerando apenas as operações brasileiras ficou estável, encolhendo apenas 0,1 ponto porcentuaL (pp) no segundo trimestre na comparação com anual, para 21,5%, enquanto o RoE incluindo todas as operações aumentou para 20,9%, de 20,8% no 2T22.

A despesa do Itaú Unibanco com provisões para devedores duvidosos (PDD) aumentou 23,0% no segundo trimestre, para R$ 9,61 bilhões, e o saldo de PDD acumulado até o fim do período foi de R$ 57,33 bilhões, subindo 11,6% em relação a um ano antes.

O custo do crédito totalizou R$ 9,4 bilhões no segundo trimestre de 2023, alta de 25,3% quando comparado ao mesmo trimestre do ano passado. Esse aumento ocorreu principalmente em razão da maior despesa de provisão para créditos de liquidação duvidosa nos Negócios de Atacado no Brasil, devido à normalização do fluxo de provisionamento neste segmento.

Nossos resultados no segundo trimestre refletem os avanços na agenda de transformação do banco e a consistência na nossa capacidade de entregar resultados sólidos e sustentáveis ao longo do tempo. Iniciamos a segunda metade do ano otimistas com as perspectivas para o futuro, decorrentes da consolidação da agenda monetária e fiscal que deverá promover uma retomada mais robusta da atividade econômica no país. Estamos prontos para apoiar nossos clientes a realizar seus projetos e conquistar seus objetivos, beneficiando-se ao máximo desse futuro que vemos à frente, comentou Milton Maluhy Filho, presidente do Itaú Unibanco.

As receitas de serviços e seguros cresceram 1,4% no segundo trimestre de 2023 em comparação com o mesmo período de 2022, impulsionadas, prioritariamente por três fatores: (i) aumento do faturamento de cartões, tanto em emissão quanto em adquirência; (ii) crescimento das receitas de administração de consórcios e o (iii) aumento de prêmios ganhos, que contribuiu para o crescimento de 17,5% dos resultados de seguros no mesmo período.

As despesas não decorrentes de juros alcançaram R$ 14,3 bilhões no segundo trimestre de 2023, com aumento de 7,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto a inflação acumulada foi de 3,2% (IPCA). O aumento das despesas de pessoal ocorreu devido aos efeitos da negociação do acordo coletivo de trabalho e em função do aumento da despesa com participação nos resultados. As despesas administrativas também foram maiores. Entretanto, o índice de eficiência do banco acumulado de 12 meses foi de 40,5%, redução de 1,9 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior, ficando no menor patamar da série histórica.

Nesse sentido, destacam-se menores custos nas operações de atendimento, em paralelo à melhora crescente de indicadores de satisfação de clientes. Em três anos, houve aumento de 80% no volume de interações com clientes, enquanto o índice de satisfação (NPS) teve alta de 9 pontos e a redução do custo unitário por atendimento foi de 52%.

“O aumento sequencial e gradativo da nossa rentabilidade, a estabilização dos índices de atraso e a melhoria contínua do nosso índice de eficiência foram os destaques do nosso segundo trimestre, consolidando a entrega de resultados bastante sólidos e consistentes para o Itaú Unibanco nesta primeira metade do ano”, comentou Alexsandro Broedel, CFO do Itaú Unibanco.

Banco reduz projeções

O Itaú Unibanco revisou suas projeções para 2023 para os indicadores receita de serviços e resultado de seguros, para um crescimento esperado entre 5,0% e 7,0%, de 7,5% e 10,5% anterior, e para alíquota efetiva de IR/CS, para um intervalo entre 27,0% e 29,0%, de 28,5% e 31,5% anterior. As demais projeções para o ano foram mantidas.