Itaú BBA eleva recomendação do Banco do Brasil e vê desconto elevado

São Paulo – O Itaú BBA elevou a recomendação para as ações do Banco do Brasil “underperform” (equivalente à venda) para “market perform” (equivalente à manutenção) considerando que riscos políticos já estão precificados e que há bons fundamentos. O preço-alvo foi ajustado de R$ 36,00 em 2021 para R$ 37,00 para 2022.

Às 14h39 (horário de Brasília), as ações do Banco do Brasil (BBAS3) tinham alta de 3,09%, a R$ 30,60, um pouco acima dos seus pares, que também avançam em dia de recuperação do Ibovespa.

“O movimento pode parecer que está na contramão – antes de um ano de eleição presidencial – mas estamos bastante disciplinados na nossa avaliação. Um desconto historicamente alto frente a bancos brasileiros sugere que um alto grau de risco político já está considerado, significando potencial de alta se for moderado. Os fundamentos também estão bem”, disseram os analistas do banco em relatório.

Os analistas afirmam que o banco está com desconto recorde em relação aos bancos brasileiros, de cerca de 70% em comparação com um média em torno de 50% e acima dos 60% alcançados durante um processo de impeachment. “Isso indica que os investidores já estão precificando no nível relativo mais alto de risco político de todos os tempos para as ações do Banco do Brasil”, explicaram.

Para eles, isso significa que poderá ocorrer uma melhor percepção, por exemplo, se os principais candidatos presidenciais adotarem uma abordagem de campanha moderada.

O banco também avaliou que os resultados do primeiro semestre de 2021 mostraram boa execução. Segundo os analistas, a nova administração do Banco do Brasil está mantendo uma abordagem prudente na oferta de crédito e entregando mais redução de custos do que o esperado.