Governo anuncia PAC da Educação e aproveita para pedir fim da greve dos servidores federais

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O ministro Camilo Santana (Educação) detalha investimentos previstos no ensino superior e em hospitais universitários. Foto: Ricardo Stuckert / PR

São Paulo – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que a greve dos servidores federais da Educação não deveria estar durando tanto tempo e responsabilizou sindicalistas pela prolongamento da ação, que já dura 49 dias e conta mais de 500 campi.

“Eu era um dirigente sindical do tudo ou nada e muitas vezes eu fiquei com nada. Tem muito sindicalista corajoso para chamar uma greve, mas sem coragem para acabar com ela”, disse o presidente, ja foi metalúrgico e líder sindical.

“Não há muita razão para esta greve estar durando tanto tempo.”

A fala foi feita a reitores de todo o Brasil, durante ato de anuncio do novo PAC do setor feito pelo ministro da Educação, Camilo Santana, que também aproveitou para fazer seu apelo.

“Eu acredito que greve é o limite onde não há mais condições de negociação. Então eu não via antes do início da greve a necessidade porque esse é um governo que, após seis anos sem reajuste salarial, deu 9% de reajuste em seu primeiro ano. Para vocês terem uma ideia, 9% de aumento salarial só para o servidores da educação tem um impacto de mais de 8 bilhões[de reais] no orçamento do MEC. Quando a gente fala de orçamento, é importante os reitores terem a compreensão que não é só custeio – é investimento, pessoal, é tudo que entra no MEC. Então, primeiro, esse foi um governo que reabriu mesas de negociação com todos os servidores públicos desse país. Eu acho que greve é quando não há mais diálogo.”

Entre as reivindicações dos servidores estão recomposição salarial, reestruturação das carreiras e reajuste dos auxílios e bolsas dos estudantes. Outra afirmação dos grevistas é que as instituições passaram por sucateamento em governos anteriores e por isso eles pedem recomposição do orçamento.

PAC DA EDUCAÇÃO

Segundo Santana, o PAC da Educação vai destinar R$ 5,5 bilhões para consolidação e expansão das universidades e Institutos Federais: R$ 3,17bi em consolidação, R$ 600 mi em expansão e R$ 1,75 para Hospitais Universitários.