EUA apelam por apoio de UE contra ações coercitivas da China

Secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken / Foto: Secretaria de Estado dos Estados Unidos

São Paulo – O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, fez críticas à China e apelou aos aliados europeus por uma posição unificada contra as ações coercitivas e Pequim, após dois dias de reunião entre membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

“Vemos a União Europeia como o parceiro de primeiro recurso numa vasta gama de questões, e a China é uma delas”, disse Blinken, em coletiva de imprensa em Bruxelas, citando preocupações relacionadas a comércio, investimento e direitos humanos.

“Continuaremos a nos envolver com contrapartes europeias, incluindo membros do Parlamento Europeu, sobre como promover nossos interesses econômicos comuns e combater algumas das ações agressivas e coercitivas da China, bem como seus fracassos, pelo menos no passado, para cumprir seus compromissos internacionais”.

Blinken destacou ainda importância da parceria com a Europa lidar com práticas da China. “Quando trabalhamos juntos, quando falamos a uma só voz, quando agimos juntos, somos muito mais fortes e eficazes do que se qualquer um de nós estivesse sozinho”, disse.

“Isso é muito mais difícil para Pequim ignorar. Esse é outro motivo pelo qual estamos realmente nos concentrando na revitalização, nos comprometendo novamente com nossas alianças e parcerias”, acrescentou o secretário.

Segundo Blinken, as reuniões entre os membros da Otan cobriram uma ampla agenda, incluindo as ameaças em evolução da Rússia e da China, o futuro da presença no Afeganistão, a pandemia de covid-19 e a crise climática, entre outras questões.

“Os Estados Unidos estão comprometidos com esta aliança agora e no futuro”, disse, reiterando a importância do artigo 5, mecanismo que garante a defesa mútua entre os membros da Otan.

As tensões têm aumentado entre a China e os países do Ocidente. No início desta semana, União Europeia (UE), Estados Unidos, Reino Unido e Canadá impuseram sanções a autoridades chinesas por abusos de direitos humanos na província de Xinjian. Pequim respondeu com medidas retaliatórias contra a UE.