Estado de São Paulo prorroga quarentena até 31 de maio

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O governador do Estado de São Paulo, João Doria. (Foto: Governo do Estado de São Paulo)

São Paulo – O estado de São Paulo vai prorrogar o período de quarentena até 31 de maio dado o “cenário desolador” de aumento da contaminação e das mortes provocadas pelo novo coronavírus, causador da covid-19, afirmou o governador paulista, João Doria.

O estado de São Paulo é considerado o epicentro da pandemia de coronavírus no Brasil, com 29,6% de todos os casos confirmados no País e 35,0% das mortes. Há algumas semanas havia expectativa de afrouxamento do isolamento social na região, mas a circulação de pessoas aumentou e os casos da doença voltaram a aumentar, o que levou o governo a manter a política anterior.

“Adotar a quarentena como fizemos em sp não é uma tarefa fácil, nenhum governante, nenhum cidadão, nenhum ser humano tem prazer em dar más notícias. Mas não se trata de ter ou não este sentimento. Trata-se de proteger vidas”, disse ele, afirmando que estudos mostram que o isolamento social está preservando cerca de 51 vidas por dia em São Paulo.

“Nenhum país do mundo conseguiu relaxar medidas de isolamento social com a curva de contaminação em alta. Infelizmente nas últimas semanas houve desrespeito à quarentena em São Paulo, e tristemente em outras partes do pais também, o número de casos aumentou”, acrescentou.

“Estamos todos atravessando o pior momento desta pandemia. Só não reconhece, só não o vê, só não percebe, só não identifica aqueles que estão cegos pleo ódio ou cegos pela ambição pessoal. Autorizar relaxamento agora seria colocar em risco milhares de vidas, o sistema de saúde e por óbvio a recuperação econômica”, disse.

O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse que em março o governo paulista previu que a expectativa era de que houvesse 700 mil casos confirmados de coronavírus no estado caso não fossem adotadas medidas de isolamento social, e que atualmente este número está perto de 40 mil.

Ainda assim, segundo ele, “hoje estamos com um cenário muito preocupante”, visto que “a progressão da epidemia está em velocidade quatro vezes maior do que estava no início” e a ocupação de leitos de UTI na capital e nas regiões vizinhas está em 90%. Isso significa que uma aceleração rápida da contaminação pode deixar o sistema de saúde sem vagas para tratar os pacientes que precisarem de cuidado mais intenso por causa da doença.