Dificuldade de estados dos EUA de combater vírus prolonga crise, diz Rosengren

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Eric Rosengren Fed Boston
Presidente da unidade do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano de Boston, Eric Rosengren. Foto: Divulgação/ Fed de Boston

São Paulo – A dificuldade de estados norte-americanos em combater a propagação do novo coronavírus está prolongando a crise econômica nos Estados Unidos, disse o presidente da unidade do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) de Boston, Eric Rosengren.

“Esforços limitados ou inconsistentes dos estados para controlar o vírus com base em orientações de saúde pública não estão apenas colocando os cidadãos em situações desnecessárias de risco de doenças graves e possível morte – mas também podem prolongar a crise econômica”.

Segundo ele, as taxas de infecção permanecem elevadas nos Estados Unidos “já que os estados suspenderam medidas de proteção muito cedo”, enquanto a Europa promulgou paralisações econômicas mais rigorosas e limites na mobilidade dos indivíduos por mais tempo, levando suas taxas de infecção a caíram mais e mais rapidamente.

“Suspender as restrições muito cedo e muito rapidamente prejudica a economia e a saúde pública no futuro”, disse. “A recente desaceleração da atividade econômica que vimos nos dados de alta frequência provavelmente vai continuar”.

Por fim, ele disse que taxa de desemprego está acima de 10%, e que a contínua disseminação do vírus pode limitar a capacidade da economia de se recuperar rapidamente. “No Fed, estamos focados em fazer tudo ao nosso alcance para apoiar a economia”, concluiu.