Déficit fiscal na eurozona sobe a 8% do PIB em 2020, diz BCE

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Eurotower, sede do Banco Central Europeu (BCE), em Frankfurt / Foto: BCE

São Paulo – O Banco Central Europeu (BCE) informou que o custo fiscal da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus varia entre os países da eurozona, mas projeções apontam que o déficit orçamentário da região subiu para 8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, de 0,6% em 2019.

A previsão do BCE é de que o déficit fiscal da eurozona caia para 6,1% do PIB em 2021; para 3,9% em 2022 e para 3,0% em 2023. A redução do déficit, segundo a autoridade monetária, ocorrerá ao passo que forem retiradas as medidas emergenciais de contenção.

“O apoio fiscal mitigou o impacto negativo significativo da pandemia na economia real, mas o custo fiscal desse apoio foi muito significativo para todos os países da eurozona, embora tenha variado acentuadamente entre os países”, disse o BCE em seu boletim econômico.

Segundo o BCE, uma política fiscal ambiciosa e coordenada continua a ser essencial face à forte contração da economia da eurozona, embora as medidas fiscais devam ser temporárias.

A autoridade monetária informou ainda que espera que o fundo de recuperação da União Europeia (UE) que “complementa as medidas fiscais implementadas a nível nacional, contribua para uma recuperação mais rápida, mais forte e mais uniforme”.

As medidas fiscais adotadas na UE em resposta à pandemia representam 4,2% do PIB em 2020 e 2,4% em 2021, ainda de acordo com o BCE.