Ibovespa sobe quase 3% e estabelece novo recorde de fechamento

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Foto: Myles Davidson / freeimages.com

O Ibovespa aproveitou a retomada do apetite por risco nos mercados globais para finalmente, depois de bater na trave durante diversos pregões seguidos, estabelecer um novo recorde de fechamento para o índice. A bolsa encerrou o dia em alta de 2,75%, aos 122.385,92 pontos. O recorde de fechamento anterior – de 119.527,63 pontos, estabelecido em 23 de janeiro de 2020 – vigorava havia quase um ano.

Os investidores reagiram à confirmação pelo Senado dos Estados Unidos do resultado das eleições presidenciais de novembro e ao fato de o presidente eleito Joe Biden ter garantido maioria no Congresso na primeira metade de seu mandato.

A bolsa brasileira recebeu impulso adicional da notícia de que a CoronaVac, vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, teve eficácia de 78% na prevenção da doença. “O prognóstico é positivo”, avaliou André Perfeito, economista-chefe da Necton Corretora.

O dólar comercial fechou em forte alta de 1,77% no mercado à vista, cotado a R$ 5,3990 para venda, no maior valor de fechamento desde 23 de novembro do ano passado, em mais uma sessão de forte volatilidade.

As incertezas com o cenário fiscal e o risco local prevaleceram, ofuscando a notícia de que a vacina contra a covid-19, desenvolvida pela Sinovac e o Instituto Butantan, a CoronaVac – atingiu 78% de eficácia.

O diretor da Correparti, Ricardo Gomes, destaca que as incertezas em torno do cenário fiscal doméstico permearam o mercado de câmbio local, após a Consultoria de Orçamento e Fiscalização da Câmara dos Deputados propor mudanças no teto de gastos.