Confiança da construção tem leve alta e se acomoda em nível pré-pandemia, diz FGV

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São Paulo – O Indice de Confiança da Construção (ICST) leve ligeira alta e subiu 0,1 ponto em dezembro em relação a novembro, a 93,9 pontos, conforme dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com o resultado, o indicador se acomoda dos níveis observados antes da pandemia do novo coronavírus.

O resultado praticamente estável reflete a melhora da avaliação dos empresários em relação ao presente, enquanto a expectativa para o futuro se deteriorou. Em base mensal, o Indice da Situação Atual (ISA-CST) subiu 0,9 ponto, a 92,4 pontos, o maior valor desde agosto de 2014. Já o Indice de Expectativas (IE-CST) caiu 2,9 pontos, a 95,5 pontos, no segundo mês de queda.

Entre os quesitos, houve alta nos indicadores que compõem o ISA, com melhora do indicador de carteira de contratos e no subíndice sobre a situação atual dos negócios. No âmbito do IE, enquanto a demanda prevista avançou, o subíndice tendência dos negócios recuou. Já o Nível de Utilização da Capacidade (Nuci) da construção teve ligeira alta de 0,2 ponto percentual (pp), a 72,9%, refletindo a leve melhora da mão de obra.

Segundo a FGV, a escassez de material e a elevação das matérias-primas têm repercutido fortemente no setor. Diante disso, a escassez de produtos alcançou 20% das assinalações em dezembro, um recorde histórico na Sondagem. Já a alta dos preços foi assinalada por 21,6% das empresas.

“Essas questões atingem todos os segmentos do setor da construção e se apresentam uma limitação adicional e com potencial crescente no processo de retomada”, comenta a coordenadora de Projetos da Construção da FGV, Ana Castelo.

A edição de dezembro da sondagem coletou informações de 669 empresas entre os dias 1 e 21 deste mês. A próxima divulgação ocorrerá em 26 de janeiro.