Casa Branca atribui volta do uso de máscaras à baixa taxa de vacinação

Foto: Casa Branca

São Paulo – A Casa Branca atribuiu a retomada da recomendação do uso de máscara para todos os norte-americanos às baixas taxas de vacinação contra covid-19 e reafirmou que a diretriz revisada segue a ciência.

“O CDC fez o que precisava considerando a ciência. O CDC se adaptou ao vírus e, infelizmente, as pessoas não se vacinaram. Por isso foi preciso retomar a recomendação das máscaras para salvar vidas”, disse a vice-porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre Gaggle, a bordo do Air Force One.

Ontem, o Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) revisou suas diretrizes e voltou a recomendar o uso de máscaras até mesmo para os norte-americanos totalmente vacinados em áreas de risco, que incluem locais públicos, fechados e escolas.

Na ocasião, a diretora do CDC, a doutora Rochelle Walesnky, disse que a variante Delta já é dominante nos Estados Unidos e que estudos mostravam que pessoas vacinadas podem transmitir a cepa inicialmente detectada na India.

“O governo disse que seguiria a ciência, que a ciência é nossa estrela-guia, por isso, a recomendação do CDC de ontem será seguida”, afirmou Gaggle, acrescentando que a decisão não é partidária.

A primeira vez que o CDC relaxou sua orientação para os vacinados nos Estados Unidos foi em abril, quando aboliu o uso de máscaras ao ar livre para pessoas sozinhas ou pequenos grupos.

Em maio, o CDC deu o maior passo em relação às liberações até então na pandemia e suspendeu a recomendação do uso de máscara e da distância física durante atividades externas ou internas independentemente da quantidade de pessoas para quem completou o ciclo de vacinação contra a covid-19.

No entanto, com a disseminação da variante Delta, mais contagiosa, as recomendações precisaram ser revisadas. Segundo dados do CDC, os casos diários de covid-19 nos Estados Unidos dispararam para mais de 53 mil na média de sete dias, enquanto os totalmente vacinados não chegam a 50% da população.