Biden anuncia doação de 500 milhões de doses da Pfizer em agosto

Foto: União Europeia (UE)

São Paulo – O presidente norte-americano, Joe Biden, anunciou a compra de 500 milhões de doses da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Pfizer em parceria com a BioNTech e disse que a doação desses imunizantes para países de baixa renda deve começar em agosto.

“Os Estados Unidos, sob a minha determinação, comprarão adicionais 500 milhões de doses da Pfizer para doar para quase mil países de baixa renda para a luta contra a pandemia. Essa é a maior compra única por um país na história. Essa é uma vacina mRNA que se mostrou eficiente contra variantes”, disse ele em pronunciamento durante viagem ao Reino Unido na ocasião do G-7 (grupo composto por Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá).

O The Washington Post havia adiantado nesta semana que o governo de Biden estava se preparando para comprar 500 milhões de doses para distribuição global. Na semana passada, a Casa Branca anunciou a distribuição a partir deste mês de 80 milhões de doses que os Estados Unidos já têm em seus estoques, sendo 25 milhões de imunizantes aprovados no país.

Falando em conjunto com Biden, o presidente da Pfizer, Albert Bourla, afirmou que a meta é entregar 2 milhões de doses para países de baixa renda nos próximos 18 meses. “Hoje vemos que há luz no fim do túnel. Vamos continuar perseguindo soluções para acabar com a pandemia. Estamos monitorando as variantes, nossos estudos continuam”, disse Bourla.

Biden, por sua vez, lembrou que enquanto o novo coronavírus estiver sendo disseminado, há riscos de mutações que podem contaminar as pessoas e que o ritmo de contágio em alguns países tem atrapalhado o crescimento global, aumentado a instabilidade e enfraquecido governos.

“A chave para a reabertura econômica e para o crescimento é a vacinação. Os Estados Unidos estão vacinando e começaram a se recuperar da pior crise econômica em mais de um século. Conseguimos criar 2 milhões de empregos em apenas quatro meses e há uma queda histórica do desemprego. Os negócios estão reabrindo e a projeção é de uma expansão de 6,9% para este ano”, afirmou.

“Ao passo que nos recuperamos, é do nosso interesse que outras economias se recuperem também. Mas isso não acontecerá sem que outros países combatam a pandemia via vacinação. Os Estados Unidos querem ser o arsenal do mundo para a vacinação”, acrescentou.