BC da Austrália reduz juros em 0,25 pp, a 0,75% ao ano

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Por Gustavo Nicoletta

O presidente do banco central da Austrália (RBA, na sigla em inglês), Philip Lowe, ao centro. Foto: Divulgação/ RBA

São Paulo – O banco central da Austrália reduziu a taxa referencial de juros do país em 0,25 ponto porcentual (pp), para 0,75% ao ano, argumentando que embora a perspectiva para a economia mundial continue “razoável”, o risco maior é de que o crescimento fique abaixo do esperado.

“As disputas comerciais e de tecnologia entre Estados Unidos e China estão afetando o fluxo de comércio e de investimentos internacional, conforme as empresas reduzem os planos de despesas por causa da incerteza elevada”, disse o banco central australiano em comunicado.

“Ao mesmo tempo, na maioria das economias avançadas, as taxas de desemprego estão baixas e o crescimento dos salários aumentou, embora a inflação continue fraca. Na China, as autoridades adotaram mais medidas para dar suporte à economia, enquanto continuam a abordar os riscos no sistema financeiro”, acrescentou.

O banco central da Austrália também mencionou que as taxas de juros estão muito baixas em boa parte do mundo – inclusive no país, onde os juros de títulos de dívida de longo prazo do governo estão perto de mínimas recorde.

Segundo o comunicado da instituição, a redução da taxa básica de juros teve como objetivo dar apoio ao mercado de trabalho e ao crescimento da renda e para aumentar a confiança dos agentes econômicos na convergência da inflação do país em direção à meta – fixada em 2% a 3% para o médio prazo. Os dados mais recentes sobre a inflação no país mostram que no segundo trimestre a taxa foi de 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

“É razoável esperar que um período estendido de juros baixos será exigido na Austrália para atingir o máximo emprego e atingir a meta de inflação. O comitê vai continuar a monitorar os acontecimentos, inclusive no mercado de trabalho, e está preparado para afrouxar mais a política monetária se necessário para dar base a um crescimento sustentável na economia, ao máximo emprego e ao cumprimento da meta de inflação”, disse o banco central.