MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento dos negócios até o momento

Por Gustavo Nicoletta

São Paulo – As notícias sobre a guerra comercial entre Estados Unidos e China, as manifestações convocadas para domingo no Brasil e o Memorial Day na segunda-feira, que deixará os mercados norte-americanos fechados, deixam o investidor cauteloso e contribuem para que o Ibovespa opera perto da estabilidade no início da tarde.

Às 13h30 (de Brasília), o índice caía 0,10%, a 93.814 pontos, enquanto o contrato futuro do Ibovespa com vencimento em junho recuava 0,37%, aos 94.050 pontos.

Para o economista-chefe da Codepe Corretora, José Costa, a questão da guerra comercial entre Estados Unidos e China é a principal preocupação no cenário externo no momento e ainda pode trazer volatilidade. “Essa briga impacta o preço de commodities e pode impactar a economia mundial, o mercado vai continuar um pouco preocupado”, disse.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou a Huawei de “muito perigosa”, mas disse que as reclamações do país sobre a companhia podem ser resolvidas como parte de um acordo possível comercial com a China.

A declaração de Trump foi feita um dia depois de um porta-voz do governo chinês afirmar que a China não vai continuar as negociações comerciais com os Estados Unidos até que o país lide com “práticas erradas” e pare de intensificar unilateralmente o atrito na relação comercial entre as duas nações.

No câmbio, a leitura dos investidores foi um pouco diferente, com o mercado preferindo olhar de forma mais otimista as declarações de Trump sobre a Huawei. O dólar comercial caía 0,54% no pregão à vista, a R$ 4,0260 para a venda, enquanto o contrato futuro da moeda com vencimento em junho recuava 0,45%, para R$ 4.026,00.

“O tom de Trump declarando que os Estados Unidos pretendem continuar o acordo com a China melhora o clima entre os países e nos negócios”, comenta a economista-chefe do banco Ourinvest, Fernanda Consorte.

Porém, o analista da corretora Mirae Asset, Pedro Galdi, chama a atenção que, devido à volatilidade e às contradições das declarações do presidente norte-americano, investidores não esperam uma solução para o curto prazo, e a declaração tem menos efeito positivo do que teria no início da guerra comercial.

Entre os juros, as taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) seguem com leves baixas, acompanhando o dólar. Os investidores mostram maior cautela com a cena política local antes da manifestação pró-governo prevista para domingo, ao mesmo tempo em que monitoram o cenário externo.

A taxa do contrato de DI para janeiro de 2020 estava em 6,38% inalterada em relação ao ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2021 estava em 6,77%, de 6,79% após o ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 7,92%, de 7,97%.

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