Venda de aços planos recua 4,7% em maio, para 315,6 mil toneladas, segundo Inda

137
Patio de Sucata / Instituto Aço Brasil (Flickr / Divulgação)

São Paulo – As vendas de aços planos recuaram 4,7% em maio em relação ao mesmo mês de 2023, ficando em 315,6 mil toneladas, segundo dados do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda). Na comparação mensal, houve queda de 5% em comparação as 332,1 mil toneladas vendidas em abril deste ano.

Em maio, as compras de aços planos recuaram 11,4%, em base de comparação anual, para 314,2 mil toneladas. Com relação a abril de 2024, em que foram compradas 345,7 mil toneladas, as aquisições recuaram 9,1%.

Em número absoluto, o estoque de março obteve queda de 0,1% em relação ao mês anterior, atingindo o montante de 915,4 mil toneladas contra 916,7 mil. O giro de estoque fechou em 2,9 meses.

As importações totais de aços planos avançaram 28% em maio em relação ao mesmo período do ano anterior, com volume de 243,6 mil toneladas. Ante o mês anterior, houve alta de 0,6% nos embarques. As importações vêm principalmente da China (56,1%) e da Rússia (34,4%), e tem como destino principal (37,3%) o porto de São Francisco do Sul (SC).

Para junho de 2024, a expectativa da rede associada é de que as compras e vendas tenham uma alta de 1% em relação a maio.

COTAS

O presidente executivo do Instituto, Carlos Jorge Loureiro, disse que a queda nas importações só deve aparecer no balanço do mês de setembro, pois o material que já tinha sido importado não foi afetado. “As cotas de importação é em relação a emissão de licença de importação, ou seja, além das 300 mil toneladas que estão em portos brasileiros, ainda há compras realizadas anteriormente que não foram afetadas pelas cotas”, explicou Loureiro.

O governo federal adotou um imposto de importação de até 25% sobre as compras além do limite. No fim de abril, o Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu que 11 produtos de aço importados passarão a ser submetidos a cotas de importações. Caso o volume máximo seja superado, eles pagarão 25% de Imposto de Importação para entrarem no país. O imposto atualmente é de 10,8%.

Válida por 12 meses a partir da publicação, a medida tem como objetivo evitar a concorrência desleal com o aço nacional. Em 2023, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o volume de importações dos 11 produtos de aço superou em 30% a média das importações entre 2020 e 2022. Nos últimos meses, as siderúrgicas brasileiras têm afirmado haver uma invasão do aço chinês, que chega ao Brasil mais barato que os produtos nacionais.