Vale nega ter sonegado informações sobre Brumadinho

237
Divulgação: barragem de mineração

São Paulo – A Vale afirmou que não sonegou informações sobre suas operações e nega ter conhecimento sobre o conteúdo das conversas divulgadas no jornal “O Globo”, que dizia que os investigadores da tragédia de Brumadinho teriam em mãos um grampo em que o diretor jurídico da Vale, Alexandre DAmbrosio.

Dambrosio teria sido flagrado dando orientações a seus funcionários para que não entregassem às autoridades documentos referentes à barragem de Maravilhas, em Minas Gerais.

A gravação foi feita dias antes do rompimento da barragem em Brumadinho, em 25 de janeiro. Na conversa, obtida com autorização judicial, DAmbrosio afirma que, para a Vale, é mais vantajoso pagar a multa imposta pela Justiça do que compartilhar as informações.

A Vale diz que repudia especulações fora de contexto e que a postura do diretor jurídico Alexandre D’Ambrosio, na condição de advogado da companhia, sempre foi de colaborar de forma irrestrita e transparente com as autoridades.

“No caso específico de Brumadinho, no dia seguinte ao rompimento o diretor juridico da Vale determinou, de forma expressa e reiterada, para toda a Companhia, que a colaboração com as autoridades fosse total e irrestrita, determinando a preservação integral de documentos e de dados em meios eletrônicos (e-mails e mensagens em chats corporativos), inclusive com a elaboração de cópias forenses por empresa de auditoria independente”, diz o comunicado

Allan Ravagnani / Agência CMA